- Pesquisadores revisam riscos existenciais que, no fim, podem levar à extinção da humanidade neste século, divididos entre fatores exógenos (incontroláveis) e endógenos (criados por nós).
- Riscos exógenos incluem impacto de asteroide, erupções vulcânicas e ejeções de massa coronal; alguns podem fragilizar a civilização sem eliminá-la totalmente.
- Riscos endógenos abrangem guerras nucleares, uso de inteligência artificial geral em armas e evolução de ameaças ligadas à biologia e às mudanças climáticas.
- Estudos citam possibilidades como bactérias-espelho — organismos com vida invertida — que poderiam invadir ecossistemas e superar defesas, em cenário de décadas.
- Ações recentes, como o corte de recursos para monitoramento dos oceanos, foram apontadas como exemplo de negligência que aumenta a vulnerabilidade a cenários de colapso climático e social.
O tema dos riscos existenciais ganhou, em 2025, uma revisão científica que compila ameaças capazes de levar à extinção humana. A análise ressalta dois grupos de riscos: exógenos, fora do nosso controle, e endógenos, criados pela própria ação humana. O trabalho tem foco em como esses riscos podem se somar.
A revisão cita o papel de centros de pesquisa, com destaque para a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e aborda áreas como riscos sistêmicos, colapso e estratégias de mitigação. O objetivo é mapear cenários de maior probabilidade e impacto para orientar políticas públicas e pesquisa.
Entre os riscos exógenos, estão eventos cósmicos e vulcânicos de grande escala, bem como interrupções climáticas que poderiam debilitar sociedades. O texto sugere que a maior preocupação envolve consequências humanas combinadas, como guerras, uso de armas biológicas e mudanças climáticas intensas.
No eixo endógeno, aponta-se a ameaça de conflitos nucleares, o avanço de inteligências artificiais com capacidades autônomas e a utilização de IA para desenvolver armas biológicas. A combinação desses fatores pode comprometer a capacidade mundial de resposta a crises complexas.
A revisão também analisa o papel das mudanças climáticas como agravante de outros riscos, especialmente quando associadas a crises humanitárias e falhas de cooperação internacional. Em cenários adversos, a sociedade pode perder recursos críticos para enfrentar ameaças imprevisíveis.
Especialistas destacam que a previsibilidade desses cenários é limitada e dependente de dados e modelos. As estimativas variam bastante, com cenários avaliando probabilidades diferentes para o século atual, sempre com alto grau de incerteza.
O estudo reforça a necessidade de cooperação global, melhoria de monitoramento ambiental e investimentos em pesquisa de mitigação. Em termos práticos, a revisão orienta políticas públicas que reduzam vulnerabilidades frente a choques climáticos, tecnológicos e geopolíticos.
O texto conclui que, apesar da incerteza, os riscos existenciais demandam atenção contínua de governos, instituições e comunidade científica. A avaliação enfatiza que ações coordenadas podem reduzir a probabilidade de cenários extremos no futuro.
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