- Pesquisadores reavaliaram fósseis com mais de cem anos no Museu de História Natural de Londres e estimaram que Praearcturus gigas tinha cerca de um metro de comprimento, vivendo há cerca de 415 milhões de anos na região que hoje é a Grã-Bretanha.
- O estudo, publicado em de junho na revista Palaeontology, aponta que o animal, antes considerado crustáceo, provavelmente era um escorpião gigante; a redescoberta envolve fósseis antigos combinados com evidências de novos achados.
- As pinças teriam aproximadamente 16 centímetros de comprimento, quase quatro vezes o tamanho de muitos escorpiões modernos, e o animal possuía estruturas semelhantes a abas no abdômen chamadas epímeras laterais.
- Há debate entre especialistas: alguns discordam de classificar P. gigas como escorpião, citando fragmentos incompletos do espécime e a ausência de ferrão na cauda e de pectinas, elementos típicos da Ordem Scorpiones.
- O estudo também revisa a relação de dois outros artrópodes do mesmo período, sugerindo que eles podem pertencer à mesma espécie, o que pode impactar a compreensão da diversidade de escorpiões daquele tempo.
O maior escorpião conhecido pode ter sido maior do que um cachorro, segundo estudo que revisita fósseis há mais de um século. A espécie Praearcturus gigas teria vivido há cerca de 415 milhões de anos, no que hoje é a Grã-Bretanha. Pesquisadores reconstruíram o animal a partir de fósseis no NHM de Londres.
Ao analisar os materiais, os cientistas integraram fósseis antigos com achados recém-descobertos. A nova imagem sugere que o P. gigas, antes visto como crustáceo, era um artrópode com características de escorpião. O comprimento estimado fica em torno de 1 metro, algo excepcional para esse grupo.
Os especialistas destacam que o estudo reforça a ciência revisionista. A reclassificação pode exigir atualizações em bancos de dados de paleobiologia e ampliar a compreensão da diversidade de artrópodes no Paleozoóico. A pesquisa foi publicada recentemente na revista Palaeontology.
Reclassificação e características
Os fósseis indicam pinças com cerca de 16 centímetros, o que representa quase quatro vezes o tamanho de escorpiões gigantes modernos. Além disso, o animal apresentava abas no abdômen, chamadas epímeras laterais, ausentes em escorpiões atuais e potencialmente ligadas a funções navais.
A equipe sugere que as estruturas de abas poderiam ter auxiliado a natação, indicando possíveis hábitos anfíbios. A alimentação, porém, permanece debatida, já que seres terrestres da época com carapaças pareciam menores. Uma hipótese é que o P. gigas aproveitava peixes primitivos aquáticos.
Debates e perspectivas
Alguns especialistas permanecem céticos quanto à identidade de escorpião, lembrando que o material disponível é fragmentado. Pontos críticos incluem a ausência de ferrão na cauda e de pectinas, estruturas sensoriais típicas do grupo. Mesmo assim, os autores defendem que a visão evolutiva pode mudar com novas descobertas.
O estudo também revisita a relação de outros dois artrópodes do mesmo período, sugerindo que eles possam pertencer à mesma espécie. A reinterpretação amplia o conjunto de conhecimentos sobre a fauna paleozoic da região. As conclusões abrem espaço para novas pesquisas nos próximos anos.
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