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Especialistas: masturbação entre pássaros é natural e não deve ser punida

Estudo com 120 espécies revela masturbação em aves é natural e comum; especialistas indicam não punir o ato, salvo complicações crônicas

Pato branco com bico e protuberância laranja na cabeça, olhando diretamente para frente, com olhos pretos e fundo verde desfocado
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  • Estudo publicado no Ecology and Evolution analisou 120 espécies de aves e reuniu mais de 200 registros de masturbação.
  • A prática foi observada principalmente em aves da ordem Psittaciformes e ocorreu tanto em machos quanto em fêmeas, com 55% dos relatos em machos.
  • Entre adultos e filhotes houve taxas próximas de ocorrência: 100% e 96%, respectivamente, nos casos verificados.
  • Pesquisadores afirmam que a masturbação é natural e comum na vida animal, não devendo ser punida; havia registros de manejo veterinário buscando desencorajar o comportamento, inclusive com castração.
  • A explicação evolutiva sugerida envolve competição pela fertilização, e a recomendação é não punir o comportamento, exceto em situações extremas que causem problemas de saúde.

A masturbação entre aves é natural e amplamente difundida entre várias espécies, segundo estudo recente. Pesquisadores analisaram casos em mais de cem espécies, incluindo gansos, sabiás e codornas, revelando que a prática ocorre com frequência na natureza. O trabalho, realizado no Reino Unido, aponta que esse comportamento não deve ser visto como indicativo de problema de saúde ou estresse.

O estudo, divulgado no periódico Ecology and Evolution no início de julho, reuniu mais de 200 registros de fontes científicas e da internet. A masturbação foi verificada em 120 espécies e é mais comum entre Psittaciformes, grupo que reúne papagaios, araras, calopsitas e periquitos.

Contexto científico

Machos responderam por 55% dos registros, e a prática apareceu tanto em adultos quanto em filhotes (100% e 96%, respectivamente). A observação foi feita em animais mantidos em cativeiro e na natureza, com maior incidência entre espécies de múltiplos parceiros sexuais. A atividade costuma ocorrer por atrito da cloaca com objetos, acompanhada de movimentos das asas e vocalizações.

A pesquisadora Chloe Heys, da Universidade de Lancashire, afirma que o comportamento é parte natural do repertório sexual das aves, e não uma resposta adversa ao cativeiro. Ao narrar exemplos, Heys destaca que a prática pode ser comum em casa, especialmente entre calopsitas.

Implicações para cuidadores

Os autores ressaltam que a masturbação não deve ser desencorajada ou punida na maioria dos casos. Em situações extremas, houve uso de terapias hormonais ou até cirurgias, prática considerada inadequada pelos pesquisadores. A recomendação é observar se o comportamento causa problemas clínicos, como prolapso, e agir apenas nesses casos.

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