- Desde 2010, o crescimento dos manguezais pelo mundo tem superado as perdas anuais, impulsionado por proteções legais e maior conscientização.
- Entre 1980 e 2010, mais de 12 mil quilômetros quadrados de manguezais foram destruídos; a perda líquida desde então caiu para cerca de 849 km².
- A expansão ocorreu principalmente na Indonésia e em Mianmar, com regeneração natural e ações de restauração contribuindo para a recuperação.
- O uso de imagens de satélite Landsat mostrou mais árvores novas do que avaliações anteriores apontavam, fortalecendo a percepção de recuperação.
- Apesar do avanço, ciclones e poluição continuam ameaçando manguezais, e a melhoria depende de evitar desmatamento rio acima e manter políticas de proteção.
Desde 2010, os manguezais, que protegem comunidades costeiras e absorvem importantes volumes de gases do efeito estufa, mostram sinal de recuperação global. O estudo revela que as perdas anuais passaram a ser superadas, após décadas de desmatamento.
A recuperação resulta de proteção legal mais robusta, maior conscientização pública e, principalmente, da capacidade natural de regeneração quando a pressão humana diminui. A influência de eventos como tsunamis e ciclones aparece como parte do contexto.
O levantamento aponta que, entre 1980 e 2010, mais de 12 mil km² de manguezais foram perdidos na Ásia, África e Américas. A perda líquida desde então reduziu para cerca de 849 km², sinalizando estabilização em várias regiões.
A Indonésia registra recuperação expressiva, com aumento de áreas de mangue principalmente após a divulgação de seus impactos locais. Em Mianmar, o contágio de desmatamento diminuiu após políticas públicas restritivas implementadas entre 2016 e 2018.
A tecnologia desempenhou papel crucial: imagens de satélite Landsat, mais sensíveis às mudanças nas copas, permitiram mapear florestas com mais detalhes e identificar áreas de regeneração que estudos anteriores não detectavam.
Especialistas lembram que parte do crescimento pode ter ocorrido à custa de outras áreas, em função de nutrientes que chegam aos manguezais por meio de atividades humanas no interior de países, como mineração e agricultura intensiva.
Ainda assim, o panorama global é positivo: a proporção de manguezais com dossel fechado aumentou cerca de 20% desde os anos 1980, indicando maior estoque de carbono e resiliência frente a desastres naturais.
Ações de restauração, aliadas à redução de desmatamento, aparecem como combinação eficaz. No entanto, o estudo ressalva que a situação não é uniforme: a África Central e Oriental apresenta os maiores focos de destruição ainda.
Entre os fatores de risco continuam existindo, principalmente ciclones e poluição. O delta do Níger é citado como exemplo dos impactos causados por derramamentos de petróleo, que afetam a saúde dos manguezais.
Pesquisadores ressaltam que a recuperação é encorajadora, especialmente pela redução observada na taxa de perda de áreas. A expansão natural, em muitos locais, reforça a ideia de que os manguezais são mais resilientes do que se imaginava.
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