- Estudo apresentado no ENDO 2026, com dados de Komodo Health, analisou adultos com diabetes tipo 2 e IMC ≥ vinte e cinco, iniciando liraglutida, semaglutida ou tirzepatida; interrupção definida como atraso superior a sessenta dias. Cerca de quatro em cada dez interromperam no primeiro ano; ao fim de dois anos, quase seis em cada dez já tinham parado.
- Entre os que interromperam, quarenta e um vírgula cinco por cento retomaram dentro de um ano e quase sessenta por cento em até dois anos, indicando uso mais intermitente do que o esperado.
- Fatores associados à interrupção em um ano: pacientes com Medicaid ou Medicare, pacientes negros e aqueles que relataram náuseas ou outros efeitos gastrointestinais.
- A probabilidade de interromper foi dez por cento menor quando o primeiro medicamento GLP‑1 foi prescrito por um endocrinologista; adesão maior aos fármacos mais recentes.
- Comparando fármacos: tirzepatida reduziu a probabilidade de interrupção em quarenta e um por cento em relação à liraglutida; semaglutida reduziu em vinte e oito por cento comparado aos fármacos mais antigos.
No ENDO 2026, em Chicago, EUA, ficou claro que pacientes com prescrição de GLP-1 iniciam e interrompem o tratamento com mais frequência do que se imaginava. A pesquisa analisou dados de planos de saúde nos EUA entre 2019 e 2025.
O estudo acompanhou adultos de 18 a 64 anos, com IMC igual ou superior a 25 kg/m² e diabetes tipo 2. Ao definir interrupção, considerou-se afastamento superior a 60 dias sem renovação da prescrição.
Foram observados usuários de liraglutida, semaglutida e tirzepatida. O desligamento do tratamento ocorreu no primeiro ano para cerca de 40% dos pacientes, aumentando para quase 60% em dois anos.
Apesar disso, houve notícia encorajadora: 41,5% dos que interromperam retomaram em até um ano, e 58% retornaram em até dois anos. Indicam o uso mais intermitente do que o esperado.
Fatores associados à interrupção
Pacientes com Medicaid ou Medicare, bem como indivíduos negros, apresentaram maior propensão a interromper o tratamento em um ano. Náuseas e outros efeitos gastrointestinais também contribuíram para a interrupção.
A probabilidade de abandonar o tratamento foi 10% menor quando a primeira prescrição veio de um endocrinologista. Além disso, adesão a fármacos mais novos manteve-se mais elevada.
Comparando fármacos, usuários de tirzepatida tiveram 41% menos chance de parar do que os que começaram com liraglutida. Já quem usou semaglutida apresentou 28% de redução na interrupção.
Sontha ressalta que a pesquisa reforça a importância da adesão contínua, pois manter o uso pode proteger contra ataques cardíacos e progressão de doenças renais, conforme dados observacionais.
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