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Estudo aponta Ozempic como auxílio contra álcool, cigarro e drogas

Estudo observa que remédios da classe GLP-1 podem reduzir risco de dependência química e complicações relacionadas entre diabéticos tipo 2

Pesquisa com mais de 600 mil pessoas encontrou menor risco de dependência entre usuários de medicamentos da classe GLP-1 - (crédito: Towfiqu barbhuiya/Unsplash)
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  • Estudo observacional publicado na The BMJ analisou dados de mais de 600 mil adultos com diabetes tipo 2 nos Estados Unidos ao longo de três anos.
  • Pacientes que usaram medicamentos da classe GLP-1 — como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound — apresentaram menor risco de desenvolver transtornos relacionados ao uso de álcool, nicotina, opioides, cocaína e cannabis.
  • Entre quem já vivia com transtornos por uso de substâncias, o uso de GLP-1 esteve associado a menos atendimentos de emergência, internações, overdoses e mortes relacionadas ao vício, além de menos pensamentos ou tentativas de suicídio.
  • Os pesquisadores sugerem que esses fármacos atuam em áreas do cérebro ligadas à recompensa e à motivação, o que poderia reduzir a fissura e a compulsão por substâncias.
  • O estudo é observacional e indica apenas associação, não causalidade; ensaios clínicos controlados ainda são necessários para confirmar os efeitos em diferentes grupos.

Um estudo publicado na The BMJ sugere que medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, podem estar associados à redução do risco de dependência química.

A pesquisa acompanhou mais de 600 mil adultos com diabetes tipo 2 nos EUA, ao longo de três anos, e comparou usuários de GLP-1 com pacientes em tratamento por outra classe de antidiabéticos.

Liderado pelo epidemiologista Ziyad Al-Aly, o estudo revelou menor probabilidade de transtornos relacionados ao álcool, nicotina, opioides, cocaína e cannabis entre os usuários de GLP-1.

Entre pessoas com transtornos por uso de substâncias, houve menos atendimentos de emergência, internações, overdoses e mortes ligadas ao vício, além de uma queda nos pensamentos suicidas.

Especialistas apontam que o efeito pode envolver áreas cerebrais de recompensa e motivação, além do papel do GLP-1 no controle da glicose e do apetite.

Por se tratar de estudo observacional, não é possível estabelecer causalidade. Ensaios clínicos controlados ainda estão em andamento para verificar a replicação dos resultados.

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