- Estudo publicado em 2026 na JCO Oncology Practice analisou 111.646 mulheres com índice de massa corporal ≥ 25, com exame mamário entre 2022 e 2025, comparando usuárias de GLP-1 com não usuárias.
- As usuárias de GLP-1 apresentaram incidência menor de câncer de mama, com redução de cerca de 35% na análise geral e próximo de 30% em comparação entre grupos com características semelhantes.
- Entre os medicamentos GLP-1 citados estão semaglutida e tirzeptatida, usados em obesidade e diabetes tipo 2.
- Os pesquisadores destacam que a associação pode estar relacionada à perda de peso, inflamação reduzida, melhoria do metabolismo energético e alterações hormonais ou epigenéticas.
- O estudo é observacional, não prova causalidade, e ensaios clínicos prospectivos estão sendo planejados para confirmar a relação entre GLP-1 e redução do risco de câncer de mama.
O estudo, publicado em 2026 na revista JCO Oncology Practice, analisou registros médicos de 111.646 mulheres com 45 a 80 anos e IMC ≥ 25. A pesquisa comparou quem usava agonistas do GLP-1 com quem não utilizava essa classe terapêutica. As imagens mamárias ocorreram entre 2022 e 2025.
As usuárias de GLP-1 apresentaram menor incidência de câncer de mama. A redução observada foi de cerca de 35% na análise geral, ficando próxima de 30% em comparação entre grupos com características semelhantes.
Sobre o estudo
Os autores destacam que se trata de estudo observacional, que identifica associações estatísticas, não causalidade. Assim, não é possível afirmar que Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou Zepbound reduzam o risco de câncer de mama.
Possíveis mecanismos
Pesquisadores apontam que a perda de peso pode reduzir fatores de risco, como gordura abdominal após a menopausa. Outros mecanismos incluem diminuição da inflamação, melhora do metabolismo e alterações em vias hormonais.
Limitações e próximos passos
A equipe ressalta limitações intrínsecas de estudos observacionais e a necessidade de ensaios clínicos prospectivos. Pesquisas adicionais devem confirmar a relação antes de recomendações preventivas.
Implicações para o futuro
Se confirmada, a hipótese sugere que agonistas do GLP-1 podem abrir nova linha de prevenção do câncer de mama. Ainda assim, a comunidade científica privilegia abordagens já estabelecidas de rastreamento e manejo de fatores de risco.
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