Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Projeto ligado ao Exército dos EUA busca modernizar drones anfíbios

Estudo financiado pelo Exército dos EUA visa entender a transição água-para-ar de drones anfíbios para aumentar estabilidade, autonomia e versatilidade

Dominic Polidoro, estudante de mestrado em engenharia aeroespacial, observa um experimento em um tanque de água iluminado por um laser, que revela como a água flui ao redor de uma asa impressa em 3D — Foto: Universidade da Flórida Central
0:00
Carregando...
0:00
  • Projeto da Universidade da Flórida Central, financiado pelo Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate do Exército dos EUA, estuda a transição de drones anfíbios da água para o ar (egressão) para tornar veículos mais eficientes, estáveis e versáteis, com duração de nove meses.
  • A pesquisa é conduzida pelo professor Samik Bhattacharya e pelo mestrando Dominic Polidoro, com resultados apresentados no Fórum de Ciência e Tecnologia de 2026 do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA).
  • O desafio envolve forças aerodinâmicas e hidrodinâmicas atuando simultaneamente durante a saída da água, o que pode gerar instabilidade na aeronave.
  • Em laboratório, a equipe usa um tanque de água e modelos de asas impressos em 3D para observar deformação da água, formação de ondas e desprendimento de vórtices, buscando desenvolver modelos matemáticos para prever o comportamento durante a transição.
  • Além do uso militar, drones anfíbios mais confiáveis poderiam auxiliar em buscas e salvamentos, monitoramento ambiental e resposta a desastres, reduzindo a necessidade de múltiplos veículos.

A pesquisa busca desvendar a transição de drones anfíbios entre água e ar, um desafio técnico complexo que envolve forças aerodinâmicas e hidrodinâmicas. O estudo é realizado na Universidade da Flórida Central, com financiamento do Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate do Exército dos EUA. O projeto tem duração prevista de nove meses e é conduzido pelo professor Samik Bhattacharya e pelo mestrando Dominic Polidoro.

A iniciativa visa entender como as asas dos VANTs se comportam no exato momento de emergir da água para voar, etapa conhecida como egressão. Analistas esperam que, dentro de uma década, as aeronaves possam realizar mergulhos e decolagens a partir da água com maior confiabilidade, transportando mais equipamentos e operando de forma autônoma.

Resultados preliminares já foram apresentados no Fórum de Ciência e Tecnologia de 2026, realizado pelo AIAA em janeiro. A pesquisa foca em tornar operações ar-água mais coesas, reduzindo a necessidade de veículos separados para cada fase.

Desafios na transição água-ar

A equipe ressalta que, embora haja entendimento sobre entrada na água, o movimento inverso permanece menos compreendido. Forças aerodinâmicas e hidrodinâmicas atuam simultaneamente sobre as asas durante a saída da superfície, gerando mudanças rápidas na sustentação que podem gerar instabilidade.

Pequenas oscilações durante a saída da água podem comprometer a estabilidade da aeronave justamente no momento crítico da operação. Compreender esses efeitos é essencial para melhorar o desempenho dos drones e para explorar formas de controlar ou mitigar as variações de sustentação.

Metodologia de estudo

A pesquisa utiliza um tanque de água equipado com instrumentos de medição e modelos de asas produzidos por impressão 3D. Os experimentos visam observar a deformação da água, a formação de ondas e o desprendimento de vórtices, fenômenos que ocorrem em frações de segundo.

A análise envolve separar de forma precisa os efeitos de cada fenômeno, que acabam interferindo entre si. A partir dos dados, os pesquisadores pretendem desenvolver modelos matemáticos capazes de prever o comportamento das forças na transição água-ar, para serem integrados aos sistemas de controle dos drones.

Aplicações além do uso militar

Apesar do financiamento vir de um órgão ligado ao Exército, os avanços podem beneficiar operações de busca e salvamento em áreas costeiras, monitoramento ambiental e resposta a desastres naturais. Drones anfíbios mais confiáveis ampliariam a atuação em regiões com difícil acesso, reduzindo a necessidade de múltiplos veículos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais