- Sementes de uva com dois mil anos de idade foram encontradas em Chianti, sugerindo que a região era predominantemente branca na época antiga.
- A equipe sequenciou o DNA de oitenta sementes e constatou a presença de um clone dominante, transmitido dos etruscos aos romanos e mantido por séculos.
- Os testes geneticos mostraram que esse clone produzia frutos de cor branca, contrariando a atual fama dos vinhos tintos da região.
- Após a chegada dos romanos, novas variedades aparecem na região, indicando que o Império introduziu uvas favoritas onde conquistava.
- A pesquisa, publicada no Journal of Archaeological Science, também identifica uma semente ligada a variedades ainda cultivadas na Europa Oriental, com ligações a Hungria e à região de Maribor (Eslovênia).
A descoberta de sementes de uva de aproximadamente dois milênios em Chianti indica que a região da Toscana já foi, no passado, dominada por vinhos de uva branca. As sementes foram encontradas em Cetamura del Chianti e preservadas em alagados, entre 300 a.C. e 300 d.C., revelando como era o estágio inicial da vinicultura local.
Cerca de 80 sementes foram sequenciadas, revelando uma história de continuidade. A maior parte pertence a uma única variedade, herdada diretamente dos etruscos pelos romanos e mantida por séculos. A análise genética também indicou a cor das uvas antigas, apontando para cachos de uvas brancas.
Linhas Genéticas e Herança
Após a ocupação romana em Cetamura, novas variedades surgiram na região, sugerindo a introdução de uvas favoritas conforme o império se expandia. A pesquisa está publicada no Journal of Archaeological Science e envolve o apoio da Universidade de York e a Florida State University. Especialistas destacam que a narrativa muda a compreensão histórica do Chianti, hoje conhecido mundialmente pelos vinhos tintos.
Além de indicar continuidade genética, o estudo aponta vínculos com a Europa Oriental. Uma das sementes está associada a uma família de variedades ainda cultivadas em áreas da região, com correspondências próximas a cepas como Baratcsuha szurke na Hungria e vínicos de Maribor, na Eslovênia. Os pesquisadores ressaltam que provar esses vínculos é, na prática, degustar vestígios de culinária antiga.
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