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Bilíngues apresentam padrões cerebrais semelhantes ao falar idiomas diferentes

Estudo com vinte e três bilíngues mostra que cérebro processa idiomas de forma similar, desmentindo a ideia de processamento distinto entre línguas

Ilustração digital de um cérebro humano
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  • Estudo publicado na revista JNeurosci mostra que bilíngues apresentam padrões de atividade cerebral semelhantes ao falar diferentes idiomas.
  • Sessenta e três voluntários falavam espanhol e inglês; participantes executaram palavras no singular, no plural ou apenas as repetiam em idiomas distintos.
  • As medições foram feitas com magnetoencefalografia, em momentos antes, durante e após as ações.
  • Os resultados indicam que o processamento cerebral é similar independentemente do idioma, com a região frontal esquerda responsável pela elaboração gramatical de frases.
  • Pesquisadores pretendem investigar mais situações de interpretação de sintaxe em diferentes línguas.

Pesquisadores revelam que bilíngues apresentam padrões de atividade cerebral semelhantes ao falar diferentes idiomas. O estudo, com 23 falantes de espanhol e inglês, foi publicado na JNeurosci na última segunda-feira, 15. O objetivo foi testar teorias que viam o processamento das línguas como distinto.

Os voluntários executaram ações simples: falar uma palavra no singular, no plural ou apenas repeti-la em diferentes idiomas. Durante as tarefas, um scanner de magnetoencefalografia registrou as ondas cerebrais antes, durante e depois de cada ação.

Os resultados mostraram padrões de processamento muito parecidos entre idiomas. A principal área envolvida na construção gramatical fica no lobo frontal esquerdo, conforme aponta a equipe liderada pela pesquisadora Esti Blanco-Elorrieta, da Universidade de Nova York.

Resultados e próximos passos

A pesquisa reforça a ideia de que a compreensão gramatical em várias línguas é processada pela mesma região cerebral. Os autores sinalizam interesse em estudar a interpretação de sintaxe em diferentes idiomas para ampliar o entendimento neurocientífico.

Os cientistas já planejam analisar cenários que exigem interpretação sintática mais complexa. O objetivo é checar se os padrões se mantêm em tarefas desafiadoras e multisensoriais, abrindo caminho para novas pesquisas.

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