- Submersível Fendouzhe mapeou um megassítio na Zona Diamante do sudeste do Oceano Índico, com 1.200 quilômetros de extensão de fósseis e carcaças.
- Foram registrados entre 4.616 e 7.001 metros de profundidade, em 32 mergulhos realizados pela expedição.
- A área é descrita como a maior necrópole de cetáceos já identificada, não associada a um único evento catastrófico, mas a uma dolina de milhões de anos.
- Foram identificados 476 fósseis de cetáceos e cinco comunidades biológicas ativas de carcaças recentes; estimativa é de cerca de 750 fósseis por quilômetro quadrado.
- A descoberta foi publicada na revista Nature, destacando a importância ecológica dessas carcaças para o ecossistema do oceano profundo.
A expedição do submersível Fendouzhe revelou um vasto cemitério de animais na Zona Diamante, sudeste do Oceano Índico. Durante 32 mergulhos, entre 4.616 e 7.001 metros, a equipe mapeou um megassítio de 1.200 quilômetros, considerado a maior necrópole de cetáceos já registrada.
Não se trata de um único evento catastrófico, mas de uma dolina histórica onde carcaças de baleias se acumularam ao longo de milhões de anos. O complexo abrigaria fósseis e comunidades de carcaças que sustentam ambiente microbiano profundo.
Descoberta e dados iniciais
A equipe identificou 476 fósseis de cetáceos e cinco comunidades biológicas ativas de carcaças recentes em uma área de amostra mínima. Estimativas da Academia Chinesa de Ciências indicam cerca de 750 fósseis por quilômetro quadrado.
Os pesquisadores destacam que, somadas as áreas preservadas, o número total de fósseis pode ser muito superior à amostra inicial. A comparação com outros sítios sugere uma densidade excepcional para o Oceano profundo.
Metodologia e perspectiva
A descoberta foi publicada na revista Nature, que descreve o local como uma necrópole de baleias. O estudo aponta que o acúmulo se deve a processos naturais de longa duração, sem indicar um único evento de mortalidade em massa.
Especialistas citados pelo veículo de divulgação científico ressaltam que cada carcaça funciona como um ecossistema local, com impacto na diversidade microbiana e na reciclagem de nutrientes no ambiente abissal.
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