- O IBGE lançou a versão impressa da pesquisa Censo Demográfico 2022: Etnias e línguas indígenas, cujos dados já haviam sido veiculados na internet em 2025.
- O estudo aponta aumento do total de etnias indígenas em todas as unidades da Federação, exceto no Amapá; as maiores ampliações absolutas foram em Amazonas, Bahia e Goiás, e as maiores variações percentuais em Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins.
- Nas Terras Indígenas, foram declaradas 249 línguas faladas em 2022, ante 214 línguas registradas no Censo de 2010.
- As quatro línguas com maior número de falantes no país são Tikúna, Guarani Kaiowá, Guajajara e Kaingang, com os respectivos números de falantes.
- No Censo de 2022, 474.856 pessoas indígenas com 2 anos ou mais falavam ou utilizavam línguas indígenas no domicílio; desse total, 372.001 estavam em Terras Indígenas (78,34% dos falantes e 63,35% da população indígena de 2 anos ou mais em Terras Indígenas).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta quinta-feira a versão impressa da pesquisa Censo Demográfico 2022: Etnias e línguas indígenas. O estudo, que já tinha sido veiculado na internet em 2025, apresenta um retrato dos povos indígenas do país.
Segundo o IBGE, houve aumento do total de etnias indígenas em todas as Unidades da Federação, exceto no Amapá. Entre os estados, Amazonas, Bahia e Goiás registraram as maiores ampliações absolutas, enquanto Mato Grosso do Sul, Roraima e Tocantins tiveram as maiores variações proporcionais.
Línguas indígenas e Terras Indígenas
A publicação traz dados sobre línguas faladas no Brasil. Em 2022 foram declaradas 249 línguas em Terras Indígenas, ante 214 em 2010. As quatro línguas com mais falantes são Tikúna, Guarani Kaiowá, Guajajara e Kaingang.
No Censo 2022, 474.856 pessoas com 2 anos ou mais falaram línguas indígenas em domicílio (29,19% da população indígena). Desses, 372.001 estavam em Terras Indígenas (78,34% dos falantes de línguas).
O IBGE informou que os recortes da publicação contemplam Brasil, regiões, unidades da federação, municípios, Amazônia Legal e Terras Indígenas, entre outros. A divulgação também cita as áreas de atuação da Funai, Sesai, UNFPA e outros órgãos.
O corpo técnico do recenseamento contou com apoio de entidades e governos, incluindo a Funai, Ministério da Saúde, MPI e Força Aérea Brasileira. As informações completas podem ser acessadas no site do IBGE. A versão impressa está à venda na loja virtual da instituição.
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