- A gordura de boi usada para fritar alimentos começou a aparecer em protetores solares, segundo especialistas, mas não há evidência de proteção solar inerente à gordura.
- Dermatologistas alertam que o ingrediente não substitui filtros ativos de proteção, como o óxido de zinco ou dióxido de titânio, e pode até aumentar o risco de queimadura ao ficar na pele.
- Produtos com gordura de boi podem funcionar apenas como emoliente, e o uso de formas não refinadas pode causar maior irritação, obstrução de poros e acne.
- A publicidade de itens “naturais” não garante segurança ou eficácia; a formulação completa e a qualidade do produto são essenciais para a proteção solar.
- Além disso, a FDA aprovou um novo ingrediente ativo, bemotrizinol, que pode entrar em uso em defensivos solares a partir de agosto; especialistas recomendam optar por protetores com filtros testados e SPF mínimo de trinta.
Beef tallow, gordura bovina processada, está sendo comercializado como ingrediente em protetores solares, gerando alerta entre dermatologistas. O assunto ganhou força após viralização de produtos que prometem ser livres de químicos, com o ingrediente atuando como emoliente. Especialistas ressaltam que não há evidência de proteção UV associada.
A discussão ganhou as redes sociais em junho, quando farmacêvel TikTokmer Dr. Ethan Melillo comentou um caso de pessoa com queimadura severa após supostamente usar um protetor solar à base de Beef tallow. O vídeo publicou ainda o produto promocional “grass-fed beef tallow dayglow blocker”, que se apresenta como livre de corantes e toxinas.
Segundo dermatologistas, o tallow não oferece propriedades de proteção solar. Afirmam que o ingrediente não é ativo de filtro UV e pode até aumentar o risco de queimaduras por deixar a pele oleosa, o que compromete a uniformidade da proteção. O uso em formulações de protetores exige avaliação rigorosa de estabilidade e eficácia.
Especialistas destacam que o termo natural não implica segurança ou eficácia. O óleo não refinado tende a irritar peles sensíveis e pode favorecer congestionamento de poros, aumentando chances de acne. A absorção de vitamínas A e D presentes no tallow não é comprovada de forma relevante na pele.
Mesmo com a presença de tallow em algumas fórmulas, a maioria dos protetores à venda online mantém ativos reconhecidos, como óxido de zinco ou dióxido de titânio, com o tallow atuando apenas como emulsificante ou emoliente. A escolha adequada continua baseada em filtros solares validados e teste de estabilidade do produto.
A indústria recomenda produtos fabricados profissionalmente, com formulação devidamente testada. Usuários devem priorizar protetores com SPF de pelo menos 30, verificando a presença de filtros ativos autorizados. O uso de ingredientes não avaliados pode comprometer a proteção e a aplicação.
Especialistas apontam que, para quem busca opções com ingredientes mais naturais, é essencial considerar o conjunto da fórmula, não apenas o ingrediente principal. Em caso de pele sensível, preferir produtos com revisões regulatórias e boa tolerabilidade pode reduzir irritação e alergias.
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