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Pesquisador diz que crise da meia-idade é exagerada e uma oportunidade

Pesquisadora diz que crise da meia-idade é mito e que esse período pode trazer oportunidade, saúde e mudança de comportamento

Margie Lachman, ‘a lifespan developmental psychologist, has been studying what goes on between the ages of 40 and 60 for more than 30 years’. Illustration: Guardian Design/Courtesy of Margie Lachman
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  • A pesquisadora Margie Lachman diz que a ideia de crise na meia-idade é engano e que esse período pode ser uma oportunidade; estudo Midlife in the United States acompanha milhares desde 1994.
  • A satisfação com a vida tende a permanecer estável ou aumentar na meia-idade, indo contra a percepção de um período inevitavelmente infeliz.
  • Na meia-idade costuma haver responsabilidade com filhos e pais (geração sanduíche) e mudanças físicas, como visão, cabelos grisalhos e rugas.
  • A personalidade pode mudar com o tempo; é possível ajustar comportamento e traços, inclusive até os 50 anos.
  • A saúde na meia-idade é crucial: hábitos de vida influenciam longevidade e indicadores como pressão arterial, glicose, colesterol e peso podem ser modificados.

A pesquisadora Margie Lachman afirma que a chamada crise da meia-idade é um rótulo incorreto. Em vez disso, ela vê esse período como uma oportunidade de ajuste e crescimento, aliado a dados de décadas de estudo.

Com base no estudo Midlife in the United States, Lachman desmonta a ideia de que a meia-idade é marcada apenas por infelicidade ou mudanças drásticas. Ela lidera o Lifespan Lab na Brandeis University e lança a obra Primetime: A New Vision For Midlife.

Segundo a pesquisadora, a satisfação com a vida tende a manter-se estável e, às vezes, aumentar ao longo da meia-idade e início da velhice. Isso contrasta com a percepção comum de crise constante nesse estágio.

Visão sobre a meia-idade e seus sentidos

Lachman explica que muitos na faixa dos 40 aos 60 carregam responsabilidades simultâneas, como cuidar de filhos e pais. Esse cenário pode gerar pressão, mas também permite que pessoas usem experiências para orientar outros.

Ela aponta que mudanças físicas costumam acentuar sentimentos de envelhecimento, ainda que não definam o bem-estar. A pesquisadora ressalta a importância de continuar hábitos saudáveis e de monitorar indicadores de saúde ao longo da vida.

Transformação de personalidade e saúde

A pesquisadora mostra que, em média, a personalidade tende a se tornar mais estável com a idade, com traços mais cooperativos e menos ansiedade. Mudanças são possíveis ainda na casa dos 40, não apenas aos 50.

No aspecto físico, Lachman enfatiza que não se pode parar o envelhecimento, mas é possível retardar seus impactos. Controle de peso, pressão arterial e glicose são fatores modificáveis que influenciam a saúde futura.

Educação, propósito e bem-estar

Para manter a sensação de juventude, a pesquisadora destaca o papel de propósito e significado. Mentorar outras pessoas e conviver com faixas etárias diferentes ajudam a manter a vitalidade e a relevância social.

Ela reforça que a visão positiva do envelhecimento está associada a melhores resultados de saúde. O foco está em ações concretas, como manter hábitos saudáveis e buscar novas oportunidades ao longo da vida.

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