- Carga de porcelana chinesa do século XVIII, acompanhada de lustres, cálices, tecidos, grãos e caixas, foi encontrada intacta no naufrágio no estreito de Skagerrak, entre a Noruega e a Dinamarca, a cerca de seiscentos metros de profundidade.
- A maior parte da carga permaneceu protegida dentro do casco, apesar de quase três séculos no fundo do mar, preservando peças do período.
- A descoberta foi anunciada pelo Museu Marítimo Norueguês em primeiro de junho, e especialistas creem que o navio afundou por volta de 1750, durante a expansão do comércio entre Europa e Ásia.
- A embarcação não sofreu danos significativos por correntes, saque ou atividade humana, em uma área remota e de grande profundidade.
- Espen Saastad, relojoeiro de Porsgrunn que lidera levantamentos subaquáticos, identificou o navio e colaborou com arqueólogos; a investigação contou com um veículo operado remotamente (ROV) para registrar imagens e recuperar itens.
Foi anunciado o achado de um naufrágio no estreito de Skagerrak, entre a Noruega e a Dinamarca. A carga do navio, do século 18, inclui porcelana chinesa, lustres, cálices, tecidos, grãos e caixas que podem conter chá, ervas e medicamentos. Profundidade estimada: cerca de 600 metros. O anúncio ocorreu em 1º de junho, pelo Museu Marítimo Norueguês.
O naufrágio permanece bem preservado dentro do casco, mantendo grande parte da carga intacta após cerca de 275 anos. A descoberta ocorreu em área remota, protegida por correntes fracas e baixa atividade humana, o que contribuiu para a conservação. A expedição reforça o valor científico do sítio.
Quem esteve envolvido
O achado foi feito por Espen Saastad, relojoeiro de Porsgrunn, que também administra empresa de levantamentos subaquáticos. Saastad notificou as autoridades e passou a colaborar com arqueólogos do Museu Marítimo Norueguês.
A investigação envolve equipes de mergulho assistido por robô, com uso de ROV para registrar imagens e recuperar itens. O equipamento permitiu mapear o local e conservar objetos para estudo, sem danificar o destinatário original.
Importância e contexto
Especialistas avaliam que o navio operava em plena expansão do comércio entre Europa e Ásia por volta de 1750. A carga encontra-se entre as mais bem preservadas já vistas no norte da Europa, ampliando o entendimento sobre a interação marítima daquela era.
Pontes de dados
A diretora Nina Refseth, da Fundação do Museu Norueguês de História Cultural, afirma que o achado inaugura uma nova fase da arqueologia norueguesa, especialmente por ocorrer em mar aberto e a grande profundidade. O projeto combina tecnologia e pesquisa histórica para entender rotas comerciais.
Formação e técnica
A exploração contou com um veículo operado remotamente (ROV), equipado com câmeras, braço mecânico e sistema de sucção. Conectado ao navio de pesquisa por cabo de aproximadamente 1 quilômetro, o equipamento facilita a coleta e o registro de itens sem exposição de mergulhadores.
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