- Estudo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP aponta que acompanhar jogo do Brasil na Copa aumenta o risco de internação por problemas cardíacos em até 16%, com queda média de 9% durante as Copas entre 1998 e 2010.
- Pesquisas de outros países mostraram variações: Inglaterra teve alta de 25% de internações dois dias após a disputa contra a Argentina, em 2002; Países Baixos registrou 14 fatalidades a mais em data semelhante durante Eurocopa de 2000.
- Em dados de 2026, pesquisa alemã com 229 torcedores observou que assistir aos jogos no estádio eleva o batimento cardíaco médio para 94 bpm, contra 79 bpm para quem acompanha pela televisão.
- Cardiologista do Hcor ressalta que o aumento de eventos cardíacos ocorre especialmente em jogos com maior estresse, como disputas antigas com rivais, pênaltis ou prorrogações, devido à liberação de adrenalina.
- Sinais de alerta incluem palpitações, dor ou pressão no peito, tontura e náusea durante a emoção do jogo; fatores de risco que respondem por grande parte dos infartos incluem pressão arterial elevada, colesterol alto, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes e alimentação inadequada.
O risco de intercorrências cardíacas aumenta em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, segundo estudo do Hospital das Clínicas da USP e do Hcor. A pesquisa, publicada em 2014, analisou internações por doenças cardíacas no país entre 1998 e 2010, observando elevação média de 9% durante a competição.
Segundo os especialistas, o estresse ligado aos jogos eleva a atividade do sistema nervoso e pode acelerar batimentos cardíacos, elevar a pressão arterial e piorar condições pré-existentes. Eventos decisivos como pênaltis e eliminações costumam intensificar esse efeito.
Estudos internacionais indicam padrões semelhantes em ocasiões de jogos relevantes, com variações entre países e partidas. Em situações de maior tensão, fatores ambientais como calor, umidade e consumo de álcool também podem influenciar o risco cardíaco.
Contexto científico
A equipe liderada por pesquisadores da USP aponta que adversidades em campo, como confrontos com rivais tradicionais ou jogos com prorrogação, tendem a elevar o risco de eventos cardíacos. A liberação de adrenalina é citada como componente principal do aumento da demanda cardíaca.
Especialistas ressaltam que alterações súbitas na circulação podem levar a infartos em indivíduos com doença coronariana. Elementos como desidratação por calor extremo também aparecem entre os fatores que agravam o quadro durante a Copa.
Sinais de alerta
Profissionais de saúde destacam sinais como palpitações intensas durante a partida, sensação de coração acelerado acima do normal e dor no peito ou nas costas. Outros indicativos incluem pressão arterial elevada acompanhada de dor de cabeça ou mal-estar súbito.
Dicas de observação envolvem também quedas repentinas de bem-estar, tontura, náusea ou desconforto intenso durante o auge da emoção futebolística. Em casos assim, buscar atendimento médico rápido é recomendado.
Fatores de risco
Entre os fatores que respondem por grande parte dos infartos no Brasil, destacam-se pressão alta, colesterol elevado, obesidade e sedentarismo. O controle desses aspectos pode reduzir significativamente a incidência de eventos cardíacos.
Especialistas apontam que melhorar o manejo de colesterol e reduzir a circunferência abdominal podem impactar bastante a prevenção de infartos. Manter hábitos saudáveis é fundamental para reduzir riscos ao longo do tempo.
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