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Café ganha apoio científico e pode ajudar no combate ao Alzheimer

Estudo da Harvard associa duas a três xícaras diárias a 18% menor risco de Alzheimer; café descafeinado não oferece o benefício

A DOSE PERFEITA - Na medida: três a cinco xícaras por dia são suficientes para colher os benefícios (JiaWei Kuo/Getty Images)
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  • Estudo da Universidade Harvard com 131.800 pessoas ao longo de quarenta anos associa ingestão regular de café a menor risco de Alzheimer.
  • Pessoas que bebiam entre duas e três xícaras por dia apresentaram 18% menos probabilidade de desenvolver demência em comparação com não consumidores.
  • Resultados não foram observados no café descafeinado.
  • Pesquisa chinesa com quase 30.000 pessoas também mostrou queda de 27% no risco de demência entre quem consome café.
  • Recomenda-se consumo moderado de café — entre três e cinco xícaras por dia (ou até 400 mg de cafeína) — e evitar tomar perto da hora de dormir.

Durante décadas, o café recebeu críticas por supostos efeitos nocivos à saúde. Hoje, a bebida é ligada a benefícios potenciais para a memória e o funcionamento cerebral, especialmente com o envelhecimento. Pesquisas recentes começam a consolidar o papel do café como possível fator protetor.

Um estudo da Universidade de Harvard, com 131 mil participante ao longo de 40 anos, aponta que quem consome duas a três xícaras diárias apresenta menor risco de desenvolver Alzheimer. Aproximadamente 11 mil diagnosticados com demência foram acompanhados, comparando hábitos e saúde.

Outra investigação chinesa, com dados de quase 30 mil pessoas, associou o consumo de café a redução de 27% no risco de demência. Ainda não é possível afirmar causalidade, mas os resultados corroboram a hipótese de proteção cerebral por componentes do café além da cafeína.

Mecanismos e evidências

A nutricionista Camille Perella Coutinho, da Unifesp, destaca que além da cafeína, o café contém compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Essa combinação pode reduzir danos aos neurônios e ajudar a conservar a função cerebral com o passar dos anos.

Parcerias entre estudos sugerem que o café pode facilitar a proteção de outros órgãos, com efeitos observados também em menor incidência de infarto, diabetes e alguns tipos de câncer. Contudo, a regularidade é essencial e a ingestão deve ocorrer dentro de limites seguros.

Recomendações de consumo

A orientação prática é manter entre três e cinco xícaras por dia, ou até 400 miligramas de cafeína, sem exceder esse total. Evitar ingestão próxima ao horário de dormir ajuda a preservar o sono e não comprometer o benefício cardiovascular.

A conclusão geral é de associação entre consumo moderado de café e menor risco de Alzheimer, sem confirmar causalidade. Pesquisas adicionais são necessárias para esclarecer mecanismos específicos e potenciais diferenças entre populações.

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