- Cientistas identificaram ruptoblastos, células imunes que explodem para defender o organismo, não pertencentes à linhagem sanguínea tradicional.
- Elas ficam inativas até detectar o hormônio activina; ao acioná-lo, liberam uma onda de agentes letais que destroem bactérias e células cancerosas.
- Em testes, o coquetel químico liberado pelos ruptoblastos eliminou células mamíferas, incluindo células renais cancerosas humanas, em ambiente de laboratório.
- A descoberta, inicialmente em platelmintos, sugere um modelo para desenvolver terapias contra tumores e bactérias resistentes a medicamentos, com mecanismos de segurança que evitam danos a células saudáveis.
- O trabalho foi liderado por Benyamin Rosental e Bo Wang, e foi publicado na revista Cell.
Cientistas apresentaram ruptoblastos, um tipo de célula imune que explode para proteger o organismo. O achado sugere um novo mecanismo de defesa celular e pode orientar futuras terapias.
As células não pertencem à linhagem sanguínea tradicional e se enquadram em uma família de células glandulares. Elas permanecem inativas até detectar picos do hormônio activina, que atua como sinal de alerta.
Ao ativar-se, ocorre rápida entrada de cálcio, provocando a explosão da célula em minutos. A liberação de agentes letais destrói bactérias invasoras e células cancerosas na zona de atuação.
A pesquisa indica que o poder dessas células pode ser aproveitado para desenvolver tratamentos contra tumores e patógenos resistentes a medicamentos. O modelo oferece uma nova linha de investigação.
O estudo foi conduzido por Benyamin Rosental, da Universidade Ben-Gurion, e Bo Wang, da Stanford, com apoio do Centro de Medicina Regenerativa da Ben-Gurion. A pesquisa foi publicada na revista Cell.
Os experimentos começaram em platelmintos, revelando funções de proteção como eliminação de bactérias e rejeição de tecidos estranhos. Em laboratório, o coquetel químico liberado atingiu células renais cancerosas humanas.
Apesar de promissora, a estratégia ainda não foi testada em modelos comuns, como camundongos. Pesquisadores destacam mecanismos de segurança: a explosão só ocorre com o gatilho da activina, e a zona tóxica se desfaz em cerca de 15 minutos.
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