Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo com 112 mil pessoas associa oito aditivos a hipertensão e risco cardíaco

Estudo com 112 mil franceses associa oito aditivos de ultraprocessados a maior risco de hipertensão e doenças cardíacas; relação é estatística, não causal

Os cientistas cruzaram a ingestão de aditivos específicos com o surgimento de novos casos de pressão alta, infarto e outros problemas cardíacos.- depositphotos.com / VitalikRadko
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo da European Society of Cardiology, divulgado pelo ScienceDaily, acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e encontrou associação entre consumo frequente de oito aditivos e maior risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares, sem provar causalidade.
  • Os oito aditivos são: sorbato de potássio, metabissulfito de potássio, nitrito de sódio, ácido ascórbico, ascorbato de sódio, eritorbato de sódio, ácido cítrico e extrato de alecrim.
  • Os pesquisadores cruzaram a ingestão de aditivos com surgimento de hipertensão, infarto, acidente vascular cerebral e outros problemas cardíacos, levando em conta idade, sexo, tabagismo e estilo de vida.
  • O estudo sugere que o maior consumo de alimentos ultraprocessados e desses aditivos está associado a maior risco, refletindo um padrão alimentar com mais sódio, gorduras e açúcares.
  • Especialistas solicitam mais pesquisas para esclarecer o papel específico de cada aditivo e avaliam a necessidade de reduzir ultraprocessados, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados.

Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e aponta associação entre consumo frequente de certos aditivos e maior risco de hipertensão e de doenças cardíacas. Não há prova de causalidade, apenas uma relação estatística observada.

Os pesquisadores analisaram hábitos alimentares em vida real, cruzando a ingestão de aditivos com novos casos de pressão alta, infarto, AVC e outras condições cardíacas. O estudo reforça o papel dos alimentos ultraprocessados na dieta e sugere que rótulos podem ocultar substâncias associadas a maior risco para o coração.

Aditivos avaliados

O foco recai sobre oito aditivos comuns na conservação, cor, sabor e evita a deterioração de produtos. São eles: sorbato de potássio, metabissulfito de potássio, nitrito de sódio, ácido ascórbico, ascorbato de sódio, eritorbato de sódio, ácido cítrico e extrato de alecrim.

Como aparecem no cotidiano

Esses aditivos aparecem combinados em carnes processadas, bebidas industrializadas, pães, bolos, snacks e frutas secas. O nitrito de sódio aparece em salsichas e embutidos; o sorbato de potássio em queijos, pães e molhos; o metabissulfito em vinhos, frutos secos e sucos. Vitaminas antioxidantes aparecem como conservantes, e o ácido cítrico atua como regulador de acidez.

O que o estudo encontrou sobre pressão alta

Ao comparar grupos com maior e menor ingestão, houve associação com risco maior de hipertensão e de eventos cardiovasculares ao longo do acompanhamento. O efeito parece gradual conforme o consumo de ultraprocessados aumenta, refletindo uma dieta com alto teor de sódio, gorduras saturadas e açúcares.

Limites e interpretação

Os autores destacam que se trata de um estudo observacional, que não prova causalidade. Outros fatores de estilo de vida podem influenciar os resultados. Mesmo assim, a pesquisa reforça a necessidade de reduzir ultraprocessados na alimentação e de investigar políticas de rotulagem e limites de uso.

Em quais produtos esses aditivos aparecem

Carnes processadas, bebidas e refri às vezes contêm nitrito, extrato de alecrim e antioxidantes. Produtos de panificação, confeitaria e sobremesas podem ter sorbato de potássio, ácido ascórbico e ácido cítrico. Snacks, molhos e pratos congelados também costumam incluir esses compostos.

Próximos passos para a pesquisa

Especialistas defendem mais estudos, incluindo ensaios clínicos, para esclarecer o papel individual de cada aditivo e seus efeitos combinados. Pesquisas em diferentes países ajudam a entender se os resultados se repetem em distintos padrões alimentares. Enquanto isso, recomenda-se priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais