- O Carvalho Major, ícone de Sherwood Forest na Inglaterra, deixou de produzir folhas e foi declarado morto após mais de mil anos.
- A árvore ficou associada à lenda de Robin Hood e sempre foi parada turística, símbolo da identidade da região.
- Mudanças climáticas e pressões humanas contribuíram para seu declínio, incluindo solo compactado e menor disponibilidade de água.
- Intervenções antigas, como suportes, preenchimento de cavidades e barreiras para visitantes, podem ter retardado o envelhecimento natural.
- Mesmo morto, o Major Oak permanece como habitat para fungos, insetos e outras espécies, mantendo importância ecológica e cultural.
Na Floresta de Sherwood, na Inglaterra, um carvalho centenário conhecido como Carvalho Major foi declarado morto depois de mais de mil anos dominando a paisagem local. O ritmo de vida da árvore terminou diante de mudanças climáticas, solo degradado e pressão humana. A antiga marca turística da região perde um símbolo.
O Major Oak, com tronco largo e copa extensa, era parada obrigatória de visitantes e guias. Suas características o tornaram um ícone fotográfico da Europa, ligado à lenda de Robin Hood, mesmo sem confirmação histórica de encontros com o fora da lei.
O anúncio de morte ocorreu após monitoramentos indicarem queda de brotos e menor vitalidade da copa. Pesquisadores apontam que extremos climáticos, aliás, associam-se a redução de disponibilidade hídrica e ao estresse de árvores milenares já fragilizadas.
O elo entre a árvore e Sherwood é cultural: documentos do século XVIII já a mencionavam, e mapas a apresentavam como referência. Com o tempo, o tronco ganhou associações com Robin Hood, reforçadas por roteiros turísticos e produtos culturais.
Mudanças climáticas contribuíram para o declínio. Verões quentes, chuvas irregulares e solos compactados reduziram circulação de ar e água nas raízes. Estudos indicam que a árvore passou a reduzir brotação mesmo antes de sinais visíveis.
Interferências humanas ao longo de séculos agravaram o quadro. Turistas, veículos de serviço e, em certos períodos, uso militar alteraram o solo, prejudicando trocas entre raízes, água, ar e microrganismos.
Esforços de proteção incluíram suportes, preenchimento de cavidades e barreiras para impedir acesso à base. Avaliações atuais apontam que tais intervenções podem ter retardado o envelhecimento natural da árvore diante do estresse hídrico.
Gestões recentes avaliaram remover parcialmente estruturas antigas, priorizando saúde do ecossistema. Planos de estudo envolvem ressonância de água, oxigênio do solo e monitoramento anual da copa, tronco e raízes.
Mesmo morta, a árvore permanece relevante para Sherwood. Troncos mortos ajudam na biodiversidade, servindo de abrigo a espécies e de alimento para fungos e microrganismos, além de manter a paisagem como referência histórica.
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