- Cães também podem ter pata dominante, assim como pessoas são destras ou canhotas.
- Estudo, publicado na Royal Society Open Science, desenvolveu o Doginburgh Inventory para identificar a lateralidade canina.
- A pesquisa analisou 43 cães de diferentes raças e idades, observando várias ações para determinar a pata dominante.
- Tarefas avaliadas incluíram segurar um brinquedo com petiscos, alcançar objetos escondidos, o primeiro passo ao descer degrau e o movimento inicial ao caminhar.
- Diferentes cães mostraram preferência pela pata esquerda ou direita, com uma pequena parcela usando ambas com igual facilidade; o estudo é considerado apenas um começo.
Comportamento dos cães pode indicar preferência por uma das patas. Pesquisadores publicaram na Royal Society Open Science um estudo que analisa a lateralidade em cães, apontando que muitos pets têm pata dominante, similar ao que ocorre com mãos em humanos.
Em 43 cães de raças e idades diferentes, os cientistas aplicaram o Doginburgh Inventory, inspirado em testes de lateralidade humana. Foram observadas várias ações para identificar a pata preferida em diferentes situações.
O conjunto de tarefas incluiu segurar brinquedo com recheio, alcançar objetos escondidos, descer degraus e iniciar o movimento ao caminhar. A metodologia visou maior precisão na identificação da pata dominante de cada animal.
Apesar dos resultados serem promissores, os autores reconhecem que a pesquisa é preliminar. O estudo, considerado um ponto de partida, abre caminho para novas investigações sobre lateralidade em cães.
Como foi o estudo
Os pesquisadores combinou observações de diversas ações para traçar o perfil de cada cão. A análise mostrou que parte dos animais prefere a pata esquerda, outra parte a direita, e uma parcela usa as duas com facilidade similar.
Ainda segundo os autores, a lateralidade em cães pode ter implicações em áreas como treino, comportamento e bem-estar. Os resultados precisam ser confirmados por estudos maiores e replicáveis.
Observação prática para tutores
Mesmo fora de ambiente de laboratório, é possível observar padrões de uso das patas. Em casa, notar qual pata é usada com mais frequência pode oferecer insight sobre o comportamento do animal sem etapas formais de avaliação.
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