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Descobrem parasita que consome fungos que transformam insetos em zumbis

Novo hiperparasita, Pleurocordyceps cornusynnemata, consome o tecido do fungo dentro de formigas em Bornéu, ampliando o conhecimento sobre o gênero na Malásia

Fungo Pleurocordyceps cornusynnemata tem estrutura característica em forma de chifre
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  • Cientistas identificaram um hiperparasita chamado Pleurocordyceps cornusynnemata, que se alimenta do tecido do fungo Ophiocordyceps dentro de formigas já infectadas.
  • O fungo manipula o comportamento da formiga e a faz morrer, de onde o parasita emerge.
  • O novo fungo foi encontrado nas florestas de Bornéu, na região de Danum Valley, Sabah, na Malásia.
  • A espécie tem formato de chifre, diferente de outras 26 espécies de Pleurocordyceps já registradas na China, Tailândia e Japão.
  • O estudo, liderado por Jaya Seelan Sathiya Seelan da Universidade da Malásia Sabah, foi publicado no New Zealand Journal of Botany.

Cientistas identificaram um novo hiperparasita que ataca fungos zumbis que controlam insetos. A descoberta ocorreu em florestas de Bornéu, seguindo a coleta de uma formiga morta no Vale de Danum, em Sabah, no norte de Bornéu. O fungo hospedeiro, do gênero Ophiocordyceps, manipula o comportamento da formiga antes de emergir da carcaça.

O novo organismo, batizado de Pleurocordyceps cornusynnemata, não se alimenta da formiga diretamente. Em vez disso, consome o tecido do Ophiocordyceps que se dissemina dentro do inseto, em uma relação de hiperparasitismo ainda pouco conhecida. A forma do fungo é distinta, lembrando um chifre.

A espécie foi nomeada em homenagem à sua estrutura, única entre registradas. A pesquisa, liderada pelo pesquisador Jaya Seelan Sathiya Seelan da Universidade da Malásia Sabah, amplia o conhecimento sobre Pleurocordyceps e sugere que a diversidade tropical de Bornéu abriga relações ecológicas ainda não documentadas. O estudo foi publicado no New Zealand Journal of Botany.

Os cientistas destacam o valor científico das florestas tropicais de Bornéu para entender interações ecológicas complexas. Os resultados fornecem dados de referência sobre a distribuição geográfica do gênero na Malásia, contribuindo para estudos de diversidade e evolução na família Polycephalomycetaceae.

O trabalho ressalta a importância de conservar ecossistemas tropicais que abrigam espécies e relações ecológicas ainda não descritas. A divulgação ocorreu por meio de redes sociais da equipe na semana passada, sem mencionar impactos diretos na comunicação pública.

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