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Pesquisadora angolana é a primeira titulada pelo acordo USP-Angola

Teresa Luzembo torna-se a primeira angolana titulada pela parceria entre Universidade de São Paulo (USP) e Angola, fortalecendo cooperação acadêmica e saúde pública

Foto: Freepik Foto: Freepik-Magnific
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  • Teresa Luzembo, biomédica angolana, é a primeira pesquisadora de Angola a se titular no âmbito do acordo entre a USP e o Ministério de Educação de Angola para formação de docentes e pesquisadores.
  • Ela integrou o primeiro grupo de bolsistas que chegou ao Brasil em 13 de junho de 2024 e defendeu a dissertação de mestrado em 2 de junho, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, sob orientação de Fausto Bruno dos Reis Almeida.
  • O estudo, intitulado Perfil de nanopartículas séricas na malária e sua associação com grupos sanguíneos ABO e variabilidade clínica, aponta variações no perfil de nanopartículas entre grupos e possível relação com o tipo sanguíneo ABO.
  • A pesquisa pode ajudar no desenvolvimento de biomarcadores para identificar pacientes com maior risco de complicações, contribuindo para a saúde em Angola e em países tropicais.
  • Teresa pretende seguir para o doutorado na USP, manter parcerias com pesquisadores brasileiros e levar conhecimento e redes científicas de volta a Angola.

Teresa Luzembo, biomédica angolana, tornou-se a primeira pesquisadora do seu país a obter o título por meio do acordo entre a USP e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola. Ela defendeu a dissertação na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e concluiu o mestrado em 2 de junho.

A trajetória começou em 13 de junho de 2024, quando integrou o primeiro grupo de bolsistas que desembarcou no Brasil. Desde então, atuou no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da FMRP, sob orientação do professor Fausto Bruno dos Reis Almeida, até a defesa do estudo intitulado Perfil de nanopartículas séricas na malária e sua associação com grupos sanguíneos ABO e variabilidade clínica.

Segundo o orientador Fausto Almeida, a pluralidade de trajetórias tem impacto positivo no grupo de pesquisa, ampliando a compreensão sobre malária. A colaboração facilita discussões conectadas às necessidades da população, enriquecendo perguntas científicas.

A pesquisa: nanopartículas, malária e ABO

A dissertação analisa nanopartículas séricas no sangue de pacientes com malária e de saudáveis, buscando relação com gravidade da doença e com o grupo sanguíneo ABO, sexo e gestação. Amostras foram analisadas quanto a quantidade, tamanho e características físico-químicas das nanopartículas.

Resultados indicam variação no perfil das nanopartículas entre os grupos estudados, com possível correlação com ABO. A pesquisa aponta potencial para biomarcadores que identifiquem precocemente pacientes com maior risco de complicações, útil para o sistema de saúde angolano.

Luzembo já trabalha com a equipe para a publicação dos achados em periódicos científicos de relevância editorial, mantendo o foco na aplicação prática das descobertas para a realidade angolana.

Sobre a pesquisadora

Natural do Uíge, Teresa Antônio Luzembo é biomédica e trabalha no Ministério da Saúde de Angola, no Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento. Antes do Brasil, conciliava atividades no setor de saúde com aperfeiçoamento acadêmico, fortalecendo o interesse por pesquisa aplicada.

Mãe de duas filhas, ela sinaliza que o retorno a Angola envolve levar não apenas o título, mas conhecimento científico aplicado. A cooperação internacional é vista como essencial para o avanço da ciência, com perspectivas de manter parcerias com pesquisadores brasileiros. Luzembo deseja contribuir para redes científicas entre Angola e Brasil.

A pesquisadora está aprovada no processo seletivo para o doutorado e pretende continuar a formação na USP, fortalecendo a cooperação acadêmica entre os dois países e ampliando a produção científica na área de saúde pública.

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