- O cometa interestelar 3I/ Atlas, observado em 2025 próximo ao Sol, pode ser o corpo mais antigo já visto no Sistema Solar.
- A observação reuniu os recursos do Telescópio James Webb e do Observatório ALMA para analisar o objeto.
- A análise revelou uma composição química incomum, com deutério dez vezes maior do que o normalmente observado em corpos do Sistema Solar, associado a ambientes de frio extremo. O cometa também se formou em ambiente de -243 graus Celsius.
- A idade estimada é de cerca de 12 bilhões de anos, sugerindo formação durante o período conhecido como meio-dia cósmico, quando muitas estrelas antigas surgiram.
- Outros objetos interestelares detectados passam pelo nosso sistema, como 1I/’Oumuamua e 2I/Borisov, mas Atlas é o mais estudado para isótopos.
O cometa interestelar 3I/Atlas pode ser o corpo mais antigo já observado no Sistema Solar. A descoberta ocorreu em 2025, quando o objeto passou perto do Sol, gerando curiosidade internacional sobre sua origem. A observação combinou o Telescópio James Webb e o Observatório Alma, no Chile.
A análise inicial indicou que 3I/Atlas é um visitante interestelar, vindo de fora do nosso sistema. Pesquisadores da Nasa e da Agência Espacial Europeia estudaram seu espectro para entender a composição química do corpo. O objetivo foi confirmar a natureza extrassolar do objeto.
Análise química revela uma composição rara
Os testes apresentaram traços que não foram vistos em outros corpos do Sistema Solar. O cometa apresenta alta abundância de deutério, um isótopo do hidrogênio associado à água pesada. A presença sugere origens em ambientes de frio extremo.
De acordo com os pesquisadores, o 3I/Atlas se formou em temperaturas próximas a -243ºC. A idade estimada do objeto fica em torno de 12 bilhões de anos, superando em muito a idade do próprio Sistema Solar, estimada em 4,5 bilhões de anos. O estudo associa a origem ao período conhecido como meio-dia cósmico.
Contexto e comparação com outros visitantes
Entre os objetos interestelares já vistos, destacam-se 1I/Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). Contudo, esses corpos não permitiram estudo detalhado de isótopos, diferentemente do Atlas, cuja observação facilita análises químicas mais profundas. A equipe ressalta que Atlas pode ser um dos mais frios já detectados.
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