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Maioria dos data centers vulnerável a ameaças climáticas, diz estudo

Estudo aponta que oitenta por cento dos datacenters estão expostos a riscos climáticos agudos e crônicos, elevando interrupções de operação e custos

A datacenter in Ashburn, Virginia, on 31 May 2026.
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  • Quase 80% dos datacenters globais estão expostos a riscos climáticos agudos, como inundações, ventos extremos e incêndios florestais, segundo estudo da First Street.
  • Riscos crônicos de calor extremo e seca afetam 54% dos mercados globais de datacenters, elevando interrupções operacionais e custos de seguro.
  • A pesquisa analisou 97 mercados globais e mostra variações de vulnerabilidade entre regiões; as Américas respondem por 86% da capacidade em mercados de risco elevado.
  • A Ásia-Pacífico é a região mais vulnerável a calor e seca, com 89% de exposição; nos EUA, cerca de 50% dos datacenters estão vulneráveis, e na Europa, Oriente Médio e África, 46%.
  • O relatório aponta que a construção de datacenters continua em locais com condições operacionais difíceis, o que pode afetar serviços digitais dependentes.

A maioria dos datacenters mundialmente está vulnerável a ameaças climáticas extremas, como inundações, ventos fortes e incêndios, aponta um estudo recente. A pesquisa avaliou 97 mercados globais e concluiu que quase 80% da capacidade de datacenters está exposta a esses riscos.

O relatório, da empresa de análise de risco climático First Street, destaca que as condições climáticas elevadas afetam operações, aumentam o tempo fora do ar e elevam custos de seguro e reparos. O estudo ressalta que a localização determina grande parte do custo operacional a longo prazo.

Segundo Jerem y Porter, economista-chefe da First Street, a avaliação de clima não pode ser secundária no planejamento. Dados históricos não refletem mais o risco atual, segundo o estudo, que aponta falhas em modelos antigos diante de calor, seca e estresse hídrico crescentes.

Vulnerabilidade por região: as Américas dominam a exposição a inundações, ventos e incêndios, respondendo por 86% da capacidade em mercados de alto risco. Na Ásia-Pacífico, a vulnerabilidade a calor e seca é ainda maior, com 89% de exposição.

No entanto, 50% dos datacenters dos EUA e 46% dos da Europa, Oriente Médio e África também permanecem sensíveis a esses riscos, segundo o levantamento. Cidades como Carolina do Norte, Atlanta, região de New York-New Jersey e Virginia do Norte aparecem entre as mais expostas.

Implicações para o setor

O estudo aponta que o processo de expansão de datacenters costuma ocorrer em áreas com condições operacionais desafiadoras, elevando a vulnerabilidade a curto e longo prazo. A maior parte dos projetos futuros demanda alto consumo de água, em regiões com risco de seca.

Porter afirma que impactos climáticos não ficam restritos ao perímetro físico dos centros de dados. Disrupções locais podem afetar serviços digitais amplos, dada a dependência de usuários e empresas dessas infraestruturas.

A pesquisa reforça a necessidade de avaliação climática integrada no planejamento de novos mercados, levando em conta água, refrigeração e confiabilidade. O objetivo é reduzir vulnerabilidades e manter a continuidade operacional mesmo em condições climáticas extremas.

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