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Queda pode indicar Alzheimer; entenda o significado

Quedas entre idosos podem sinalizar declínio cognitivo; prevenção com atividade física reduz risco de demência e mantém autonomia

Caminhar parece um hábito automático, mas ele exige um trabalho intenso do cérebro – daí porque cair pode dar pistas sobre um declínio cognitivo silencioso
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  • Nos quatro primeiros meses de 2025, o Brasil registrou mais de 62 mil internações de idosos por quedas, e projeta-se cerca de 150 mil internações no ano, com custo de R$ 260 milhões ao SUS.
  • Idosos com Alzheimer ou outra demência têm mais que o dobro de risco de cair, e a chance de fratura de quadril é até quatro vezes maior.
  • Um estudo com mais de dois milhões e meio de idosos mostrou que, após queda com lesão, 10% foram diagnosticados com demência em um ano — 21% acima de outros traumas.
  • A prevenção passa pela atividade física: meta de até 420 minutos de exercício moderado por semana, com tai chi chuan e treinos de equilíbrio e força ajudando a reduzir quedas e fraturas.
  • Medidas simples de casa e acompanhamento médico são importantes para manter autonomia na terceira idade: iluminação adequada, barra no banheiro, fisioterapia e avaliação rápida se houver medo, instabilidade ou quedas.

O que aconteceu: pesquisas indicam que quedas em idosos podem ser um sinal precoce de declínio cognitivo, inclusive de Alzheimer. Dados recentes sugerem que esse vínculo é mais comum do que parece.

Quem está envolvido: pessoas com demência enfrentam maior risco de quedas, e quedas com lesão elevam a probabilidade de diagnóstico de demência no ano seguinte, segundo estudos de grandes bases de dados.

Quando e onde ocorreu: no primeiro quadrimestre de 2025, o Brasil registrou mais de 62 mil internações de idosos por quedas. Uma projeção aponta aproximadamente 150 mil internações ao longo de 2025, com custo estimado de 260 milhões para o SUS.

Por que é relevante: o cérebro, ao planejar o andar, exige atenção e memória. Quando há falha nesse processo, o equilíbrio oscila, aumentando o risco de quedas e fraturas.

Estudos e dados: pesquisa no Journal of the American Medical Association com mais de 2,5 milhões de idosos mostrou que uma queda com lesão eleva em 21% o risco de diagnóstico de demência nos 12 meses seguintes, em comparação a outros traumas.

Prevenção e ações

A prevenção é possível e envolve atividade física. Uma metanálise de 2025 indica uma dose ótima de 420 minutos semanais de atividade moderada, com exercícios que melhoram equilíbrio e força, como tai chi chuan.

Ambientes seguros também ajudam: barra de apoio, boa iluminação e fisioterapia não devem ser vistos como luxo. Reduzir quedas é mais econômico do que lidar com internações.

Quedas podem ser um alarme precoce. Três perguntas simples ajudam na avaliação: houve quedas nos últimos 12 meses, existe medo de cair ou sensação de instabilidade ao andar? Em caso de resposta positiva, procurar avaliação médica é recomendado.

Fontes e referências não são citadas diretamente, mas incluem pesquisas publicadas em revistas científicas de grande circulação e análises sobre até mesmo custos para o sistema de saúde.

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