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Treino aeróbio ajuda a reduzir perda muscular associada ao câncer

Treinamento aeróbio reduz perda muscular e pode retardar crescimento tumoral em caquexia, desde que HO-1 permaneça ativo no músculo esquelético

Mulher focalizada das pernas para baixo realiza corrida em pista de atletismo, usando camisa e calção preto, calçando um tênis azul
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  • Estudo em animais sugere que treino aeróbio pode reduzir a perda de massa muscular associada ao câncer ao modular vias inflamatórias e reduzir o crescimento tumoral, desde que a enzima HO-1 esteja ativa no músculo.
  • O protocolo envolveu quatro semanas de treinamento aeróbio antes da indução tumoral e mais quatorze dias após a inoculação, com sessões de sessenta minutos, cinco vezes por semana.
  • Em camundongos com HO-1 inativada geneticamente no músculo esquelético, os benefícios do treino desapareceram, indicando que a enzima é crucial para os efeitos restauradores do exercício.
  • Animais com HO-1 ativa apresentaram menor atrofia muscular e menor crescimento tumoral, sugerindo uma comunicação entre músculo treinado e tumor mediada pela HO-1.
  • A pesquisa foi realizada em dois estágios, na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo e no Beth Israel Deaconess Medical Center, com resultados ainda em modelo experimental e sem aplicação direta em humanos.

O treino aeróbio pode reduzir a perda de massa muscular associada ao câncer e atuar na progressão tumoral, segundo estudo em animais. A pesquisa ligou o benefício à enzima Heme oxigenase-1 (HO-1), antioxidante e anti-inflamatória.

O trabalho foi conduzido na Escola de Educação Física e Esporte da USP, com camundongos submetidos a quatro semanas de treino antes da indução tumoral e mais 14 dias após. Sessões de 60 minutos, cinco dias por semana, foram usadas no protocolo.

A segunda etapa ocorreu no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Harvard. Lá, o gene da HO-1 foi inativado em dois modelos: apenas no músculo esquelético ou globalmente. A incubação combinou com monitoramento de massa muscular e volume tumoral.

Enzima HO-1 como mediadora

Nos animais com HO-1 funcional, o treino preservou a massa muscular e modulou vias de estresse oxidativo. Quando HO-1 foi inativada no músculo, os benefícios do exercício não se verificaram. A ausência da enzima também aumentou o volume tumoral.

Pesquisas sugerem uma comunicação entre músculo e tumor, na qual sinais HO-1 do músculo treinado podem contribuir para limitar a progressão. Os resultados indicam que HO-1 é essencial para os efeitos do treino na caquexia.

Os pesquisadores destacam que o estudo, realizado em modelo animal, não pode ser direto aplicado a humanos. Mesmo assim, aponta para o potencial do treino aeróbio como intervenção adicional no manejo da caquexia e do crescimento tumoral.

A tese de doutorado está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. As duas etapas foram aprovadas segundo normas éticas de experimentação animal.

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