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Universo continua a se expandir em ritmo acelerado, dizem cientistas

Com dois ganhadores do Nobel, estudo sustenta expansão acelerada do Universo, em contraste com pesquisa do ano passado que dizia o contrário

Nebulosa da Pata de Gato, uma região de formação estelar composta de gás, poeira e estrelas jovens, em imagem obtida pelo Telescópio Espacial James Webb
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  • Equipe com dois ganhadores do Nobel usou dados de supernovas do tipo Ia para confirmar que o Universo está se expandindo em ritmo acelerado.
  • o estudo, com dois conjuntos de dados diferentes, difere de pesquisa publicada no ano passado que afirmava que a expansão não seria mais acelerada.
  • o líder do estudo, o astrofísico Brodie Popovic, da University of Southampton, afirmou que “o Universo ainda está acelerando”.
  • o estudo anterior, liderado por Young-Wook Lee, da Yonsei University, sugeriu que o “efeito da idade” das estrelas poderia recalibrar distâncias; a nova pesquisa diz não encontrar esse efeito nas maiores amostras usadas pela comunidade.
  • pesquisadores apontam que observatórios como o Vera Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman podem ajudar a esclarecer a natureza da energia escura.

Ao analisarem dados de explosões estelares, pesquisadores anunciaram que o Universo continua se expandindo em ritmo acelerado. O estudo, baseado em supernovas do Tipo Ia, contradiz pesquisa publicada no ano passado que sugeria desaceleração da expansão.

A equipe conta com dois ganhadores do Nobel e baseou-se em dois conjuntos de dados de supernovas do Tipo Ia, usadas para calibrar distâncias cósmicas. Essas explosões iluminam o caminho para medir a taxa de expansão da rata do Universo.

Os resultados foram divulgados no dia 10 deste mês pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. O estudo aponta que não há evidência de um “efeito da idade” nas maiores amostras utilizadas pela comunidade cosmológica na última década.

Resultados contrastantes com estudo anterior

O astrônomo Brodie Popovic, da Universidade de Southampton, liderou o novo trabalho. Ele disse que o Universo está acelerando, e que há espaço para novas descobertas, apesar das controvérsias existentes.

Em 2025, outro grupo, liderado por Young-Wook Lee da Universidade Yonsei, argumentou que as distâncias das supernovas deveriam ser calibradas por idade estelar, o que poderia enfraquecer a evidência da aceleração. O novo estudo contesta esse argumento.

Os autores do estudo de 2025 abriram espaço para críticas metodológicas, segundo os pesquisadores do novo trabalho. Eles afirmam ter utilizado amostras calibradas de forma diferente e mantêm a posição de que a aceleração é uma característica real do cosmos.

A energia escura continua sendo a principal incógnita da cosmologia. Observatórios como Vera C. Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman devem contribuir para esclarecer a natureza dessa força.

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