- Nos últimos 12 meses, a conscientização sobre agropecuária regenerativa entre os americanos subiu de 7% para 13%, segundo a Kiss the Ground em parceria com Hierophant Insights and Strategy.
- O avanço representa mais de três vezes o índice de 2023, quando era de 4%.
- Cerca de 30% das prioridades na compra de mantimentos são a densidade nutricional, indicando foco em saúde pessoal na decisão de compra.
- A Kiss the Ground investiu aproximadamente US$ 500 mil para agricultores, ajudando na transição de cerca de 29.542 hectares.
- A pesquisa ouviu dois mil adultos e mostrou que 25% estão familiarizados com o termo; entre esses, 37% se consideram muito ou extremamente familiarizados.
A Kiss the Ground publicou os resultados da sua mais recente pesquisa sobre agropecuária regenerativa. O estudo aponta avanços na conscientização do tema entre consumidores norte-americanos e aponta impactos para decisões de compra de alimentos.
Conduzida pela organização sem fins lucrativos em parceria com a Hierophant Insights and Strategy, a pesquisa ouviu 2.000 adultos. O levantamento aponta que a compreensão prática do termo aumentou nos últimos 12 meses e que a comunicação da instituição tem sido decisiva para esse ganho.
Entre os dados, destaca-se o crescimento da conscientização: de 7% para 13% no período, com comparação histórica de 4% em 2023. O crescimento foi considerado significativo pela organização.
O que a pesquisa diz sobre o público
A amostra mostrou que 1 em cada 4 americanos está familiarizado com o termo agricultura regenerativa, e 37% desse grupo se considera bastante familiar. O estudo também mostra que a densidade nutricional passou a influenciar mais as compras.
O relatório descreve a agropecuária regenerativa como práticas holísticas para restaurar o solo e aumentar a biodiversidade, gerando benefícios para clima e bem estar. A definição foi apresentada aos participantes para o estudo.
Sobre a comunicação, Evan Harrison, CEO, aponta que o filme de 2020 e as narrativas da Kiss the Ground ajudaram a popularizar o tema, ao equilibrar informações positivas com de contexto técnico.
Adam Kotin, da Soil and Climate Initiative, afirma que a comunicação simplifica conceitos sem perder a relevância prática, facilitando o engajamento do consumidor com o tema.
Como a comunicação molda comportamentos
A estratégia de comunicação foca em relatos de agricultores que demonstram cuidado com o produto, associando saúde humana a práticas regenerativas. O objetivo é esclarecer dúvidas do sistema alimentar atual.
A organização enfatiza o papel educativo de seus materiais, incluindo documentários curtos, vídeos no YouTube e séries curtas que dialogam com diferentes públicos.
A Kiss the Ground também destaca ações de comprovação prática, como Guias de Compra Regenerativa e Localizadores de Fazendas Regenerativas, que indicam produtores com práticas verificáveis.
Tendências de consumo e impactos no mercado
A pesquisa aponta que 30% das prioridades ao comprar mantimentos é a densidade nutricional. Muitos consumidores parecem dispostos a pagar mais por produtos com maior qualidade nutricional.
Apenas 12% apontaram preço como obstáculo para produtos regenerativos. O estudo sugere que o público reconhece valor nutritivo e está disposto a investir nisso.
Kotin ressalta que a narrativa regenerativa oferece múltiplos ângulos para engajar diferentes públicos, sem depender exclusivamente de ações políticas ou grandes corporações.
Desafios e próximos passos
O estudo também aponta o risco do greenwashing se o termo regenerativo perder o significado. A organização defende uso responsável para ampliar o impacto humano e ambiental.
Harrison aponta que, no ano anterior, a Kiss the Ground alcançou milhões de pessoas por meio de suas histórias e que as metas para este ano incluem ampliar engajamento e aperfeiçoar as narrativas.
A organização destina parte de seu orçamento à transição de fazendas para práticas regenerativas, com foco em disseminar histórias reais e úteis ao público consumidor.
O objetivo final é chegar a um ponto de virada, com apoio de até 25% da demanda, para promover mudanças sistêmicas na cadeia de suprimentos até 2030.
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