- Lipedema pode atingir homens, ainda que seja raro, desmentindo a ideia de que é exclusivo de mulheres.
- O acúmulo de gordura é bilateral e desproporcional em pernas, quadris e braços, distinguindo-se do sobrepeso.
- Sintomas incluem dor ao toque, pés preservados em muitos casos, facilidade de hematomas e resposta diferente da gordura à alimentação e à prática de exercícios.
- O diagnóstico é predominantemente clínico, pois não há um exame único que confirme a doença.
- A medicina regenerativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o tecido adiposo e o lipedema, fortalecendo a compreensão da doença.
Desconhecido por muitos, o lipedema pode atingir homens e nem sempre está relacionado ao sobrepeso. A condição se manifesta por acúmulo desproporcional de gordura em pernas, quadris e braços, bilateral e acima do esperado. Sintomas incluem dor ao toque, pés preservados em muitos casos, facilidade para hematomas e resposta diferente da gordura às dietas.
Apesar de ocorrer mais em mulheres, o lipedema existe entre homens, o que derruba o estereótipo de que é apenas uma questão estética. O cirurgião plástico Leandro Faustino, da Revion International Clinic, afirma que esses casos, though raros, demonstram tratamento como doença do tecido adiposo, e não apenas traço corporal.
O diagnóstico é majoritariamente clínico, já que não há exame único de confirmação. Estereótipos como retenção de líquidos ou celulite atrasam o diagnóstico e atrapalham o manejo adequado. Estudos indicam que a gordura do lipedema se comporta de modo distinto, reforçando a necessidade de abordagem médica.
Diagnóstico e percepção pública
Leandro Faustino ressalta que o lipedema não deve ser entendido apenas pela estética. A condição envolve fisiologia do tecido adiposo e exige avaliação clínica detalhada para diagnóstico preciso. Pesquisas atuais expandem o conhecimento sobre o papel da gordura no organismo.
Avanços e conscientização
A medicina regenerativa tem contribuído para compreender o tecido adiposo e sua função. Segundo Faustino, a gordura é biologicamente ativa e nem toda gordura é igual, o que favorece o estudo do lipedema e de potenciais aplicações clínicas futuras.
Sob supervisão de Thiago Félix
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