- Jennifer Doudna, criadora da edição genética CRISPR-Cas9 e ganhadora do Nobel de Química em 2020, é cética quanto à IA substituir o esforço humano na descoberta científica.
- Em entrevista ao Bloomberg, no The Circuit with Emily Chang, ela questiona a ideia de que o ChatGPT possa creditar descobertas de medicamentos.
- A CRISPR-Cas9 revolucionou a biologia desde seu lançamento em 2012.
- O debate sobre o papel da IA na pesquisa médica acompanha discussões sobre inovação e atribuição de crédito em descobertas científicas.
Jennifer Doudna, inventor do Crispr, afirma que a IA não deve substituir o esforço humano na descoberta científica, mantendo o foco na inovação médica. A pesquisadora ressalta limites da tecnologia no processo de pesquisa.
Em entrevista à Bloomberg, Doudna contestou a ideia de que o ChatGPT da OpenAI possa, em breve, liderar a descoberta de fármacos. A visão sugere que a criatividade e a experimentação humanas continuam essenciais.
O CRISPR-Cas9, apresentado em 2012, revolucionou a bioquímica e abriu caminhos para novas terapias. Em 2020, Doudna recebeu o Nobel de Química pela contribuição ao desenvolvimento da técnica.
A conversa foi veiculada pelo programa The Circuit, conduzido por Emily Chang. A cientista manteve posição crítica sobre a transferência completa de responsabilidade criativa para sistemas de IA.
Especialistas destacam que a IA pode acelerar etapas de pesquisa, mas que a validação, a ética e a experimentação prática dependem fortemente da atuação humana.
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