- O conceito de doadores raros ocorre quando um tipo aparece em menos de 1 a cada 1.000 pessoas, segundo a Sociedade Internacional de Transfusão Sanguínea (ISBT).
- No Brasil, O positivo é o mais comum (cerca de 38% da população), AB negativo é raro (cerca de 1%) e O negativo representa aproximadamente 7%; o Rh nulo é extremamente incomum, com menos de 50 casos no mundo.
- Além de ABO e Rh, existem mais de 360 antígenos distribuídos em 43 sistemas; combinações muito específicas definem o grupo de doadores raros.
- Encontrar sangue compatível para tipos raros costuma levar mais tempo, com necessidade de estoque especializado e, às vezes, deslocamentos entre estados.
- Em emergências, hemocentros utilizam bancos de dados de doadores raros, geolocalização e apps para localizar o doador mais próximo e viabilizar a transfusão.
O sangue doado não é sempre igual. Alguns tipos, por questões genéticas e históricas, aparecem com menor frequência na população. Em emergências, essa diferença pode atrasar transfusões vitais e exigir ações rápidas dos hemocentros.
A raridade de tipos sanguíneos envolve fatores além do ABO e Rh. Segundo a ISBT, um tipo é considerado raro quando ocorre em menos de 1 em 1.000 pessoas. No Brasil, O+ é comum, AB- é o mais raro entre os oito principais, e O- representa apenas 7% da população.
Entre os casos menos comuns estão antígenos distribuídos em mais de 360 marcadores, distribuídos em 43 sistemas. Pacientes com combinações extremamente incomuns formam o grupo de doadores raros, cujos perfis podem exigir compatibilidade especializada.
Desafios na busca por doadores raros
Quando o tipo é raro, as bolsas compatíveis são menos frequentes. Se o estoque local não atende à necessidade, podem ser acionados bancos especializados ou doadores de outros estados, aumentando o tempo de resposta.
A busca por doadores raros costuma exigir procedimentos caros e demorados. Hemocentros monitoram e mantêm contato constante com esses doadores, para garantirem disponibilidade quando necessário.
Mesmo com esses mecanismos, encontrar uma doação compatível pode levar horas. Transportar uma bolsa rara requer controle rígido de temperatura e logística entre estados.
Como funciona a resposta em emergências
Em situações urgentes, a compatibilidade é crucial. Tipos como AB− exigem doadores Rh negativos, o que eleva o desafio. Hemocentros acionam bancos de dados especializados e usam geolocalização para localizar o doador mais próximo.
Aplicativos dedicados conectam doadores a hemocentros, agilizando o acionamento imediato. Doar sangue, especialmente quando o perfil é raro, contribui para reduzir atrasos e manter cirurgias e tratamentos hematológicos.
A indisponibilidade de sangue raro pode comprometer procedimentos médicos e atendimentos de emergência. Quanto mais pessoas doam regularmente, maior fica a chance de identificar perfis únicos e fortalecer a rede de transfusão.
Texto elaborado pelo hematologista Jefferson Ruiz, especialista em Transplante de Medula Óssea do Grupo VITA de Curitiba.
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