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Europa aquece mais rápido que outros continentes, aponta Copernicus

Copernicus aponta que a Europa esquenta mais rápido que a média global, com menos neve e gelo Ártico em recuo, afetando o jet stream

Incêndios florestais na Espanha em agosto de 2025. — Foto: Carlos Castro/Europa Press via Getty Images
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  • A temperatura média da Europa subiu cerca de 0,56°C por década desde meados dos anos noventa, segundo o Copernicus, mais que o dobro da média global.
  • O aquecimento é impulsionado pelo aumento de gases de efeito estufa, mas fatores regionais ajudam a explicar o ritmo mais rápido, como o derretimento do gelo Ártico e a menor concentração de aerossóis na atmosfera.
  • O recuo da cobertura de neve em 2025 ficou em torno de um terço abaixo da média histórica, reduzindo a reflexão solar e aumentando o aquecimento em áreas como Escandinávia e parte da Rússia europeia.
  • O aquecimento acelera mudanças na circulação atmosférica, contribuindo para a repetição de padrões de tempo estável que geram ondas de calor prolongadas na Europa.
  • Ondas de calor recentes já quebraram recordes em países como Reino Unido (temperaturas por volta de 35,5°C) e são objeto de análise para entender o papel das mudanças climáticas na probabilidade desses eventos.

A Europa aquece mais rápido do que qualquer outro continente, segundo o serviço Copernicus e a imprensa internacional. A matéria do The New York Times aponta que gelo ártico derrete, a neve diminui e a circulação atmosférica muda, ajudando a explicar o aquecimento acima da média global.

Dados do Copernicus indicam uma elevação de cerca de 0,56°C por década desde meados dos anos 1990, superior ao ritmo global. O resultado é mais calor acumulado na superfície, com impactos de ondas de calor e eventos extremos na região.

Aquecimento causado por gases de efeito estufa permanece central, mas fatores regionais intensificam o fenômeno. O recuo do gelo marinho no Ártico reduz o albedo, aumentando a absorção de calor na região.

Causas regionais e mudanças na atmosfera

A redução da poluição atmosférica, que diminuiu aerossóis reflexivos, deixa mais energia solar retida perto da superfície. Ao mesmo tempo, a menor cobertura de neve em 2025 elevou a absorção de calor em áreas como Escandinávia e a parte europeia da Rússia.

O derretimento do gelo ártico também altera a circulação atmosférica, enfraquecendo a diferença de temperatura entre Polo Norte e equador. Isso favorece a instabilidade do jet stream, com frequentes subdivisões de correntes na Europa.

Impactos observados na Europa

Relatos indicam ondas de calor mais longas e frequentes, ultrapassando recordes em países como Reino Unido. Foram registradas temperaturas ao redor de 35,5°C em junho, marcando o dia mais quente para o mês no país.

Pesquisadores avaliam a contribuição das mudanças climáticas na probabilidade de eventos desse tipo. A ciência aponta que o aquecimento basal eleva a probabilidade de ocorrências extremas, mesmo que a magnitude exata ainda seja objeto de estudo.

Perspectivas e próximos passos

Especialistas destacam a necessidade de monitoramento contínuo e políticas climáticas consistentes. As evidências indicam que o aquecimento permanece acima da média histórica, exigindo resposta pública com ênfase em mitigação e adaptação.

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