- Cientistas, usando o Telescópio Espacial Hubble, identificaram a galáxia primitiva MXDFz4.4, existente a apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang.
- A galáxia foi localizada pela luz ultravioleta emitida por suas estrelas jovens e massivas.
- Os corpos estelares de MXDFz4.4 produzem radiação ionizante que transforma o gás hidrogênio neutro, ajudando a “limpar” a névoa do cosmos.
- A descoberta, liderada pelo pesquisador Ilias Goovaerts, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, foi publicada no Astrophysical Journal em 23 de junho.
- A pesquisa indica que galáxias do fim da Era da Reionização contribuíram para clarear o gás neutro do universo primitivo, oferecendo pistas para entender esse período.
O telescópio Hubble, da Nasa, identificou uma galáxia primitiva chamada MXDFz4.4. Ela existia há apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang, com base na luz ultravioleta emitida por suas estrelas jovens. A descoberta foi publicada no Astrophysical Journal na terça (23/6).
Os astrônomos explicam que as estrelas da MXDFz4.4 produzem radiação ionizante capaz de transformar o gás neutro ao redor da galáxia. Com isso, pesquisadores sugerem que galáxias do início do Universo contribuíram para esclarecer a névoa de hidrogênio que preenchia o cosmos.
A equipe liderada por Ilias Goovaerts, do STScI, destacou que a luz foi captada apenas por meio de um “artifício espacial” do observatório. A distância e o desvio para o vermelho da luz permitiram tornar visível a galáxia ao instrumento.
Detalhes da descoberta
Ao estudar MXDFz4.4, os cientistas concluíram que a galáxia pertence ao final da Era da Reionização. Nesse período, a radiação emitida por estrelas e galáxias fez com que elétrons se separassem do hidrogênio, dissolvendo a névoa que obscurecia o cosmos.
Ainda não há resposta definitiva sobre como esse processo ocorreu em todo o Universo primitivo. Contudo, a MXDFz4.4 oferece pistas importantes para entender o conjunto de eventos que moldou o começo cósmico.
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