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IBM desenvolve tecnologia para fabricar o menor chip do mundo

IBM revela transistor nanostack a 0,7 nm, quase dobra transistores por chip e promete 50% mais desempenho e 70% menos consumo, ainda em estágio inicial

O novo chip da IBM com tecnologia sub-1 nm integra quase 100 bilhões de transistores em um chip do tamanho de uma unha
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  • A IBM revelou um processo de 0,7 nanômetro para transistores, criando o menor chip do mundo com quase 100 bilhões de transistores num chip do tamanho de uma unha.
  • A tecnologia promete desempenho 50% superior e melhoria de 70% na eficiência energética dos processadores.
  • O projeto ainda está em estágio de pesquisa; não há aplicação comercial imediata, e a empresa prevê prontidão em até cinco anos.
  • Empresas como Samsung Electronics e Rapidus já estiveram envolvidas em licenças de tecnologias da IBM no passado.
  • Desafios para adoção incluem custo, atualização de linhas de produção, validação de confiabilidade e ajustes nos ecossistemas de design e manufatura.

A IBM revelou uma tecnologia que supera a barreira da miniaturização de chips, permitindo fabricar componentes com menos de 1 nanômetro. O marco foi apresentado como um transistor denominado nanostack, com processo de 0,7 nm.

A novidade nasce no laboratório da IBM em Albany, Nova York. Apesar de a empresa não fabricar nem vender chips hoje, engenheiros da companhia continuam pesquisando para transformar lâminas de silício em chips mais densos e eficientes.

O objetivo é acomodar quase o dobro de transistores em um chip do tamanho de uma unha, em comparação com a geração anterior de 2021, o que deve ampliar desempenho e reduzir consumo energético. A expectativa é de ganhos de até 50% no desempenho e 70% na eficiência.

A tecnologia surge em um momento em que grandes fabricantes buscam novas formas de sustentar o avanço de chips para IA, nuvem e dispositivos conectados. O processo promete maior densidade sem aumentar o consumo de energia.

Segundo a IBM, o desenvolvimento ainda está em fases iniciais de pesquisa e não há aplicação comercial imediata. A empresa não revelou quais fabricantes poderão licenciar a tecnologia.

Ainda não há confirmação de quando a tecnologia estará pronta para uso em produção. A IBM estima que a solução possa avançar para o mercado nos próximos cinco anos, sujeita a validação e parcerias estratégicas.

Desafios apontados incluem altos custos de implementação, atualização de linhas de produção e verificação de confiabilidade em larga escala. Regulamentações e padrões industriais também podem influenciar a adoção global.

A IBM não divulga nomes de clientes potenciais, mas cita licenciamento anterior para Samsung e Rapidus. A notícia posiciona a empresa como participante relevante na próxima era dos semicondutores, mesmo sem operar a fabricação direta de chips.

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