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Nova pesquisa confirma expansão contínua do universo

Nova pesquisa reafirma expansão acelerada do universo, refutando estudo anterior; energia escura permanece enigma e novos dados devem esclarecer.

Ilustração colorida mostra matéria escura - Metrópoles
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  • Nova pesquisa, publicada em meados de junho na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, reafirma que o universo continua a expandir-se de forma acelerada, mantendo o modelo cosmológico padrão.
  • Ela contesta estudo anterior da mesma revista, que sugeriu desaceleração da expansão, considerado controverso pela comunidade científica.
  • As análises utilizam explosões de supernovas do tipo Ia para medir a taxa de expansão em diferentes eras do cosmos, servindo como marcos de distância.
  • O estudo aponta que o universo é composto por cerca de 5% de matéria comum, 27% de matéria escura e 68% de energia escura, mantida a ideia de aceleração da expansão.
  • Observatórios como Vera C. Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman devem contribuir para elucidar a natureza da energia escura.

O estudo mais recente reitera que o universo continua em expansão acelerada, contrariando uma pesquisa anterior que sugeria desaceleração. A nova análise reavaliou dados de supernovas do tipo Ia para medir a taxa de crescimento cósmico ao longo do tempo. O resultado sustenta o modelo cosmológico padrão e a presença de energia escura como motor da expansão.

A pesquisa envolveu uma equipe internacional de astrofísicos, incluindo dois laureados com o Nobel. Os autores afirmam que as medições anteriores estavam corretas ao sustentar a aceleração, mantendo sólida a compreensão do destino do cosmos. Os pesquisadores destacam que ainda há muito a entender sobre a energia escura.

Os resultados foram publicados na mesma revista que abriu o debate, em meados de junho. A equipe utilizou supernovas do tipo Ia como referência de distância, devido à luminosidade intrínseca quase uniforme dessas explosões estelares. Assim, é possível estimar a velocidade de expansão ao longo da história do universo.

Supernovas: marcadores do tamanho do cosmos

Ao observar explosões de anãs brancas, os cientistas calculam distâncias no espaço profundo. Quanto mais longe, mais fraca a luminosidade aparente tende a parecer, permitindo mapear o ritmo da expansão em diferentes épocas.

A metodologia se apoia na ideia de que olharmos para objetos distantes é, na prática, olhar para o passado, pois a luz leva tempo para chegar. Desse modo, dilemas sobre o comportamento da expansão são testados com dados de eras remotas.

Adam Riess, pesquisador da Johns Hopkins e ganhador do Nobel, reforçou que as supernovas são ferramentas centrais para entender a história da expansão e para sustentar a evidência de aceleração associada à energia escura.

Perguntas ainda abertas

Os críticos da pesquisa contestada argumentaram que variações na calibração das distâncias poderiam afetar as conclusões sobre o chamado efeito da idade das estrelas. Eles defendem que a nova leitura apresenta falhas metodológicas.

Ao que respondem os autores da nova variant, a evidência de aceleração persiste entre as maiores amostras utilizadas pela cosmologia nas últimas décadas. O mistério da energia escura permanece, com futuros dados prometidos pelo Vera Rubin Observatory e pelo telescópio espacial Nancy Grace Roman.

Popovic, coautor da pesquisa, destaca que novas observações devem esclarecer a natureza da energia escura. Os cientistas enfatizam que as mudanças de método não derrubam o modelo atual, mas apontam caminhos para avanços futuros.

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