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Câmeras noturnas registram vida secreta na copa da floresta, inédita

Técnica com binóculos térmicos em plataformas elevadas registra mamíferos arborícolas em vídeo prolongado, revelando comportamentos e implicações para conservação

O kinkajou (Potos flavus) é um pequeno mamífero noturno e arborícola das florestas tropicais da América Central e do Sul. Pertence à mesma família dos guaxinins e quatis
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  • Nova técnica usa binóculos térmicos e plataformas elevadas, a cerca de 15 metros, para registrar vídeos longos de mamíferos arborícolas em seus habitats, testada na reserva Cocobolo (Panamá) e no Peru.
  • O estudo, publicado em 1º de abril no Journal of Tropical Ecology, aponta espécies como juparás (kinkajous), olingos, jaguatiricas, gatos-maracajá, preguiças, tamanduás-seda, porcos-espinhos andinos e macacos-da-noite.
  • As imagens revelam comportamentos naturais, como interação entre porcos-espinhos-andinos antes do acasalamento e possíveis papéis maiores da alimentação por insetos para macacos-da-noite panamenhos.
  • A técnica combina vantagens de armadilhas fotográficas e drones térmicos, com pesquisadores permanecendo em plataformas para acompanhar os animais sem perturbá-los.
  • Os pesquisadores destacam que muitas espécies arborícolas noturnas são pouco estudadas, e entender alimentação, reprodução e deslocamento ajuda na conservação e na definição de áreas a preservar.

Os pesquisadores registraram pela primeira vez vídeos prolongados de mamíferos arborícolas em seus habitats naturais, utilizando binóculos térmicos e câmeras com sensor de movimento em plataformas a 15 metros de altura. A atividade ocorreu durante a madrugada na copa de florestas da América Latina, com foco na conservação de espécies raras.

O experimento foi realizado na Reserva Natural Cocobolo, no Panamá, e também no Peru. A técnica combina monitoramento elevado com detecção de calor, superando limitações de métodos tradicionais como armadilhas fotográficas e drones térmicos.

Entre os animais observados estão juparás, olingos, jaguatiricas, gatos-maracajá, preguiças, tamanduás-seda, porcos-espinhos andinos e macacos-da-noite. Muitos vivem grande parte da vida na copa e atuam principalmente à noite, dificultando estudos.

Técnica e locais

A abordagem permite acompanhar o animal de forma contínua após a localização. Lucy Hughes, da University of Edinburgh Napier, destaca que a presença discreta facilita a observação de comportamentos naturais sem perturbação.

Contribuições e impactos

Dados preliminares apontam interações entre porcos-espinhos-andinos antes do acasalamento, sugerindo maior sociabilidade. Também foram registradas dietas variadas do macaco-da-noite panamenho, incluindo a ingestão de insetos.

Importância para conservação

Especialistas afirmam que há poucas informações sobre muitas espécies arborícolas noturnas, o que dificulta avaliações de risco e ações de proteção. O estudo enfatiza a necessidade de preservar habitats específicos para a sobrevivência dessas espécies.

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