- O CNPq recebe propostas até 3 de agosto para a Chamada Universal de apoio à ciência, tecnologia e inovação, sem restrições temáticas.
- O orçamento total previsto é de até R$ 300 milhões, sendo R$ 200 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e o restante do CNPq.
- Pelo menos 30% dos recursos serão destinados a instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- A chamada tem três faixas: jovens pesquisadoras(es) com doutorado a partir de 2016 (até 24 meses, até R$ 243,5 mil); pesquisadoras(es) com doutorado a partir de 2016 com vínculo estatutário/celetista (até 36 meses, até R$ 200 mil); e pesquisadoras(es) consolidados com doutorado até 2015 (até 36 meses, até R$ 250 mil).
- Na faixa de pesquisadores consolidados, o proponente não pode distribuir bolsa a si mesmo, e as equipes precisam ter pelo menos cinco doutores de pelo menos duas ICTs.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu até 3 de agosto propostas para a chamada Universal de apoio ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. Não há restrição temática, permitindo participação de pesquisadores de qualquer área.
A previsão indica aporte total de até R$ 300 milhões, sendo R$ 200 milhões provenientes do FNDCT, e o restante do próprio CNPq. Parte dos recursos será destinada a instituições nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com ações de descentralização.
O edital, lançado em 2001, é considerado uma das principais formas de fomento à ciência no Brasil. O objetivo é financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação com diferentes perfis de experiência dos pesquisadores.
Segundo o presidente do CNPq, Olival Freire Jr, a previsibilidade de recursos é essencial para a execução das pesquisas. Ele ressaltou que a gestão atual lançou três editais universais em quatro anos, o que considerou um êxito.
A chamada divide as propostas em três faixas, com regras distintas para cada perfil de pesquisador. A divisão busca atender tanto jovens quanto pesquisadores com carreira consolidada, com vigências variadas.
Na primeira faixa, propostas de grupos liderados por doutores formados desde 2016, com vínculo institucional não empregatício, podem receber até R$ 243,5 mil por projeto, em até 24 meses. Há possibilidade de bolsas para o proponente.
A segunda faixa destina-se a grupos com doutorados desde 2016 e vínculo empregatício estatutário ou celetista. Projetos podem ter até R$ 200 mil de orçamento e vigência de até 36 meses, com pelo menos três doutores na equipe.
A terceira faixa é para pesquisadores com carreira consolidada, doutorado até 2015, com vínculo estável à instituição. As equipes devem ter, no mínimo, cinco doutores de pelo menos duas ICTs, com orçamento de até R$ 250 mil e vigência de 36 meses.
Ao todo, o CNPq destinará até R$ 125 milhões nessa modalidade, com recursos do FNDCT, na segunda faixa, enquanto a primeira recebe cerca de R$ 75 milhões, e a terceira, até R$ 100 milhões, todos provenientes do orçamento do órgão.
O edital Universal continua a ser uma referência para quem busca financiamento federal de pesquisa. As propostas devem ser submetidas pela página oficial do CNPq, segundo as diretrizes da chamada 2026.
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