- O Fórum Marie Claire, em São Paulo, discutiu o uso consciente de canetas emagrecedoras com acompanhamento médico; o evento citou aumento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso no Brasil nos últimos vinte anos.
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- Marcella Centofanti ressaltou que a medicação pode atingir boa parte da população, mas o uso sem indicação traz riscos à saúde.
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- A gerente médica da Novo Nordisk, Fernanda Canedo, disse que os analógicos de GLP-1 ajudam no controle da obesidade ao aumentar a saciedade e reduzir a fome, com efeitos benéficos variados.
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- A psicóloga Vanessa Tomasini defendeu abordagem multidisciplinar, com médico, nutricionista e apoio psicológico, além de investigar o histórico do paciente para evitar agravamento de transtornos alimentares.
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- O professor Bruno Geloneze afirmou que as canetas parecem seguras a longo prazo quando acompanhadas, com tratamento da obesidade como doença crônica e acompanhamento de alimentação e estilo de vida; também foi citado descarte adequado em farmácias.
O Fórum Marie Claire, realizado na manhã desta sexta-feira em São Paulo, trouxe o tema do uso consciente das canetas emagrecedoras. A abertura contou com a editora de saúde Marcella Centofanti, que destacou o aumento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso no Brasil nos últimos 20 anos.
Centofanti afirmou que as canetas foram criadas para um público amplo, mas o uso fora de indicação gera riscos à saúde. O debate seguiu para esclarecer a importância do acompanhamento médico para resultados seguros.
Ponto central: eficácia e segurança
Fernanda Canedo, gerente médica da Novo Nordisk, descreveu as funções dos análogos de GLP-1. Ela destacou que o medicamento promove saciedade, atua no cérebro e traz efeitos benéficos no peso, glicemia e até em fatores como função renal e gordura no fígado.
Vanessa Tomasini, psicóloga do Ambulim do Hospital das Clínicas, defendeu equipe multidisciplinar no cuidado ao paciente. Ela reforçou a necessidade de avaliação psicológica para evitar agravamento de transtornos alimentares e enfatizou a relação entre bem-estar e alimentação.
Perspectivas técnicas
Bruno Geloneze, da Unicamp, ressaltou que medicações usadas há décadas já mostraram efeitos adversos graves, em contraste com as canetas, que segundo ele apresentam menor risco. Ele destacou a importância de tratar o uso como manejo de uma doença crônica, com avaliação de benefícios a longo prazo.
Geloneze também elogiou a segurança a longo prazo, desde que haja monitoramento adequado. O pesquisador explicou que a ganância por resultados rápidos não justifica descuido no acompanhamento médico.
Cuidados no dia a dia
Canedo reforçou a necessidade de associar as canetas a uma alimentação balanceada e a acompanhamento com nutricionista. Ela alertou para riscos como queda de massa muscular, hipotensão e tontura sem orientação profissional.
O especialista ressaltou ainda que o controle da obesidade com GLP-1 pode reduzir inflamação associada a diabetes e obesidade, contribuindo para ganhos indiretos na saúde.
Descarte e responsabilidade
A médica citou a importância do descarte adequado dos resíduos, orientando que as substâncias sejam encaminhadas a locais apropriados como farmácias. O objetivo é evitar contaminação ambiental e risco a coletores de lixo.
O Fórum Marie Claire contou com patrocínio da Novo Nordisk e Eurofarma, além da participação da Mantecorp e da Skintec.
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