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Estudo avaliará canetas para tratamento da obesidade no SUS

Estudo avalia uso de semaglutida no SUS com 250 pacientes por dois anos, medindo perda de peso, segurança, qualidade de vida e impacto na cirurgia bariátrica

Pesquisa vai avaliar o uso de semaglutida por pacientes com obesidade grave
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  • Ministério da Saúde inicia estudo em Porto Alegre para avaliar uso de semaglutida no tratamento da obesidade no SUS, com 250 pacientes acompanhados por dois anos.
  • O objetivo é entender como a medicação pode ser usada no Sistema Único de Saúde, seus efeitos e impactos para pacientes e para o sistema; dose prevista é de até 2,4 mg por semana antes da cirurgia bariátrica.
  • Acompanhamento multiprofissional inclui consultas, aplicação de questionários e monitoramento de peso, qualidade de vida, condições para bariátrica e indicadores clínicos como colesterol e glicose.
  • Pacientes já são acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição e têm indicação para cirurgia bariátrica; 91% apresentam obesidade mórbida e 72% têm duas ou mais comorbidades, com 47% em condições clínicas de realizar a cirurgia.
  • O estudo busca evidências de eficácia, segurança e viabilidade na rede pública, simulando uso em condições reais e possível redução de custos no SUS; as medicações ainda não estão incorporadas.

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 26, uma pesquisa para avaliar o uso de semaglutida no tratamento da obesidade no SUS. O estudo será realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e acompanhará 250 pacientes por dois anos.

O objetivo é entender como a medicação pode ser usada na rede pública, bem como os efeitos clínicos e o impacto para o sistema. A dose prevista é de até 2,4 mg por semana, no período anterior à cirurgia bariátrica.

Os participantes são pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica, já atendidos pelo GHC. O hospital informou que 91% dos pacientes com indicação de bariátrica têm obesidade mórbida, e 72% convivem com duas ou mais comorbidades.

Como será o acompanhamento

Os pacientes passarão por consultas no ambulatório e pela atuação de uma equipe de pesquisa que aplicará questionários e monitorará diversos aspectos do tratamento. Serão avaliadas perda de peso, qualidade de vida e condições para a cirurgia.

Além disso, o estudo acompanhará indicadores clínicos como colesterol e glicose, bem como a adesão ao tratamento, armazenamento, aplicação e descarte da medicação em casa.

A coordenação ressalta o acompanhamento multiprofissional, com médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos. O incentivo a atividades físicas também estará presente ao longo de todo o estudo.

Participação e critérios

A seleção manteve 250 participantes já acompanhados pelo GHC, com indicação para cirurgia bariátrica. O objetivo é verificar se a semaglutida pode melhorar condições para a cirurgia ou reduzir a necessidade do procedimento.

O ministro da Saúde enfatizou que o estudo observa a utilização no mundo real, incluindo a permanência de cuidados de assistência e monitoramento de possíveis efeitos adversos. A pesquisa busca gerar evidências sobre eficácia, segurança e viabilidade no SUS.

Potencial impacto no SUS

Hoje, remédios à base de semaglutida não são incorporados ao SUS. A expectativa é que o estudo apresente dados suficientes para embasar eventual incorporação da terapia, com avaliação de custos e impactos operacionais no sistema público.

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