Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo inicia teste de tratamento com canetas emagrecedoras no SUS

Governo inicia teste no SUS com semaglutida para obesidade grave; piloto com 250 pacientes no Rio Grande do Sul avalia eficácia, custos e qualidade de vida

Projeto, com duração estimada em dois anos, vai avaliar indicadores como a taxa de perda de peso, resultados de exames clínicos e a qualidade de vida do paciente - (crédito: Rafael Nascimento/MS)
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo inicia teste de tratamento com semaglutida em pacientes obesos no SUS, acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
  • Projeto-piloto atenderá 250 pacientes da rede pública com obesidade grave ou associada a comorbidades, com duração prevista de dois anos.
  • Primeiro paciente recebeu a aplicação da caneta, marcando o início da terapia em hospital federal.
  • Monitoramento irá avaliar taxa de perda de peso, evolução clínica, qualidade de vida e custos do tratamento.
  • Financiamento vem da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da produtora do fármaco; sem agendamento de incorporação ao SUS ainda.

O governo iniciou um teste piloto no SUS com canetas emagrecedoras à base de semaglutida. O projeto acompanha 250 pacientes da rede pública com obesidade grave ou comorbidades, sob a gestão do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. A primeira aplicação ocorreu em uma cerimônia nesta sexta-feira.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia e destacou que o Brasil é pioneiro ao oferecer essa terapia no sistema público. A iniciativa avalia efetividade, impacto clínico e custos da GLP-1 no tratamento da obesidade.

O estudo tem duração prevista de dois anos e utiliza recursos repassados pela Fundação de Apoio da UFRGS (FAURGS), com aporte da produtora do medicamento. A meta é mapear perdas de peso, evolução de exames e qualidade de vida dos pacientes.

Detalhes do projeto

Ao todo, 250 pacientes já acompanhados pelo GHC entram no tratamento. A unidade registra que 91% dos pacientes com obesidade na clínica apresentam a forma mórbida, e 47% possuem condições para cirurgia bariátrica. A hipertensão arterial é a comorbidade mais comum.

Durante o piloto, serão observados indicadores como taxa de perda de peso, resultados clínicos, condições pós-operatórias e custos do processo. A análise busca entender como adaptar o tratamento ao contexto do SUS.

Contexto e custos

Medicamentos à base de semaglutida e liraglutida ainda não estão incorporados ao SUS. A inclusão depende de critérios técnicos, científicos e orçamentários. O projeto visa fornecer dados para decisões futuras sobre incorporação de novas terapias.

No âmbito nacional, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade no ano passado, resultando em aumento de 57% frente a 2022. O Ministério investe em prevenção e atividades físicas, como a estratégia Viva Mais Brasil.

Operação e próximos passos

O piloto seguirá avaliando a efetividade clínica e o custo-benefício do uso da semaglutida no SUS. A produção de resultados poderá orientar futuras políticas de tratamento da obesidade no sistema público, conforme dados apresentados pelo GHC.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais