- Governo inicia teste de tratamento com semaglutida em pacientes obesos no SUS, acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
- Projeto-piloto atenderá 250 pacientes da rede pública com obesidade grave ou associada a comorbidades, com duração prevista de dois anos.
- Primeiro paciente recebeu a aplicação da caneta, marcando o início da terapia em hospital federal.
- Monitoramento irá avaliar taxa de perda de peso, evolução clínica, qualidade de vida e custos do tratamento.
- Financiamento vem da Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da produtora do fármaco; sem agendamento de incorporação ao SUS ainda.
O governo iniciou um teste piloto no SUS com canetas emagrecedoras à base de semaglutida. O projeto acompanha 250 pacientes da rede pública com obesidade grave ou comorbidades, sob a gestão do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul. A primeira aplicação ocorreu em uma cerimônia nesta sexta-feira.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia e destacou que o Brasil é pioneiro ao oferecer essa terapia no sistema público. A iniciativa avalia efetividade, impacto clínico e custos da GLP-1 no tratamento da obesidade.
O estudo tem duração prevista de dois anos e utiliza recursos repassados pela Fundação de Apoio da UFRGS (FAURGS), com aporte da produtora do medicamento. A meta é mapear perdas de peso, evolução de exames e qualidade de vida dos pacientes.
Detalhes do projeto
Ao todo, 250 pacientes já acompanhados pelo GHC entram no tratamento. A unidade registra que 91% dos pacientes com obesidade na clínica apresentam a forma mórbida, e 47% possuem condições para cirurgia bariátrica. A hipertensão arterial é a comorbidade mais comum.
Durante o piloto, serão observados indicadores como taxa de perda de peso, resultados clínicos, condições pós-operatórias e custos do processo. A análise busca entender como adaptar o tratamento ao contexto do SUS.
Contexto e custos
Medicamentos à base de semaglutida e liraglutida ainda não estão incorporados ao SUS. A inclusão depende de critérios técnicos, científicos e orçamentários. O projeto visa fornecer dados para decisões futuras sobre incorporação de novas terapias.
No âmbito nacional, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade no ano passado, resultando em aumento de 57% frente a 2022. O Ministério investe em prevenção e atividades físicas, como a estratégia Viva Mais Brasil.
Operação e próximos passos
O piloto seguirá avaliando a efetividade clínica e o custo-benefício do uso da semaglutida no SUS. A produção de resultados poderá orientar futuras políticas de tratamento da obesidade no sistema público, conforme dados apresentados pelo GHC.
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