- Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica percorreu 1.100 quilômetros do rio Tietê e analisou 14 pontos, com contaminação em todos eles, incluindo a nascente.
- A situação é mais crítica em trechos urbanos, como Osasco, na Grande São Paulo.
- Entre os poluentes identificados estão microplásticos, resíduos de medicamentos, agrotóxicos, partículas de pneus e roupas, além de cocaína em amostras de água.
- O Tietê é utilizado para abastecimento e irrigação, o que amplia os impactos da contaminação.
- A fundação aponta medidas como ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, recuperar matas ciliares e proteger as nascentes.
A Fundação SOS Mata Atlântica apresenta um estudo que mostra contaminação em toda a extensão do Rio Tietê, desde a nascente até a foz. A pesquisa percorreu 1.100 quilômetros e analisou 14 pontos ao longo do curso d’água.
Foram identificados níveis de poluição em todos os pontos, com a situação mais crítica em trechos urbanos, como Osasco, na Grande São Paulo. Além da água com aparência escura, o estudo aponta mau cheiro em várias áreas.
Além da poluição visível, pesquisadores detectaram componentes invisíveis como microplásticos, resíduos de medicamentos, agrotóxicos e outras substâncias. Também foram encontrados fragmentos de pneus e roupas, além de cocaína em amostras de água.
O Tietê é utilizado como manancial para abastecimento e irrigação, o que amplia os impactos da contaminação sobre comunidades e produção agrícola. A fundação recomenda ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, recuperar matas ciliares e proteger as nascentes para reverter o quadro.
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