- Estudo com quarenta pessoas com depressão maior investiga EMT acelerada guiada por ressonância magnética (RM) versus direção tradicional pelo couro cabeludo, divulgado na JAMA Psychiatry em 24 de junho.
- Participantes tinham entre 22 e 80 anos e foram randomizados para recebimento do tratamento direcionado por RM ou pelo método convencional.
- Em um mês, o grupo orientado por RM apresentou sintomas de depressão mais baixos do que o grupo convencional.
- A taxa de resposta foi de 80% no grupo guiado por RM e 60% no grupo convencional.
- Os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudo maior para confirmar os resultados, destacando que o uso de imagens aumenta custo e complexidade do tratamento.
Atenção aos exames de imagem ao direcionar a estimulação magnética pode melhorar o tratamento da depressão grave. Um estudo publicado na JAMA Psychiatry aponta que a EMT acelerada, quando guiada por ressonância magnética, reduziu significativamente os sintomas dos pacientes e aumentou a taxa de resposta.
A pesquisa envolveu 40 adultos com transtorno depressivo maior, com idades entre 22 e 80 anos, que não haviam respondido a medicamentos. Os participantes foram randomizados para receber EMT acelerada guiada pela ressonância magnética ou pelo direcionamento tradicional via couro cabeludo.
Os resultados, após um mês de tratamento, mostraram menor severidade de depressão entre os direcionados pela imagiologia. A taxa de resposta foi de 80% no grupo assistido por MRI, frente a 60% no grupo com direcionamento convencional.
Resultados e implicações
Segundo o pesquisador principal, Joseph Taylor, professor de psiquiatria no Mass General Brigham, os achados indicam vantagens clínicas potenciais do uso de imagens funcionais para orientar a EMT acelerada, especialmente conforme a intervenção se torna mais difundida.
Os especialistas destacam que a EMT utiliza pulsos magnéticos para modular a atividade cerebral e já tinha aprovação da FDA para adultos com depressão em 2008. No Brasil, a técnica é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 2012.
A equipe ressalta a necessidade de estudos maiores para confirmar os benefícios observados. O custo e a complexidade da abordagem guiada por imagem devem ser considerados na avaliação de sua implementação clínica.
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