Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Projeto revela marcas da presença humana milenar na Amazônia

Projeto Amazônia Revelada usa LiDAR e saberes indígenas para mapear estradas pré-colombianas e vilas na Amazônia, revelando ocupação humana milenar

PASSADO - Estrutura geométrica conhecida como geoglifo (acima) e detalhe captado no projeto: mais de 4 000 anos e tamanho de um Maracanã
0:00
Carregando...
0:00
  • O projeto Amazônia Revelada usa drones com LiDAR para mapear vestígios humanos milenares na floresta, removendo a copa das árvores para ver o solo em 3D.
  • Estima-se que, antes da chegada europeia, a região era densamente habitada por 8 a 10 milhões de pessoas.
  • No Acre, foram mapeadas 955 estradas pré-colombianas que somam cerca de 350 quilômetros, conectando rios, aldeias e geoglifos.
  • Em Rondônia, surgem vestígios de vilas sobrepostas a ocupações antigas, com evidências em valas e terra preta.
  • A segunda fase do projeto pretende cobrir 60 mil quilômetros quadrados, com financiamento inicial de 10 milhões de reais da National Geographic Society e apoio de instituições como Instituto Arapyaú e Google.org; o trabalho só ocorre com consentimento das comunidades, que muitas vezes guiam os pesquisadores e, em alguns casos, operam os drones.

O Projeto Amazônia Revelada utiliza drones equipados com rastreamento a laser LiDAR para mapear vestígios da presença humana milenar na Amazônia. O foco está na Amazônia Legal, com dados ainda em análise, para entender como a região foi ocupada no passado e proteger o bioma.

No Acre, a varredura revelou uma rede de 955 estradas pré-colombianas que somam cerca de 350 quilômetros, conectando rios, aldeias e geoglifos. Em Rondônia, perto da fronteira com a Bolívia, surgem vilas sobrepostas a ocupações antigas, com sinais de terra preta.

O projeto valoriza saberes indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas. Todas as etapas de mapeamento dependem de consentimento prévio e de orientação das comunidades, que ajudam a indicar locais de maior relevância histórica.

Participação das comunidades

Em Alto Xingu, o povo Kuikuro inicialmente recusou sobrevoos para proteger locais sagrados. Hoje, os próprios moradores operam drones com rastreamamento para registrar seu território, sob supervisão dos pesquisadores.

A primeira fase já cobriu 1.600 quilômetros quadrados. A equipe planeja a segunda fase, que pretende mapear 60.000 quilômetros quadrados, 40 vezes mais. O desafio financeiro é alto e depende de novos aportes.

O financiamento inicial foi de 10 milhões de reais da National Geographic Society. A busca por recursos continua com apoio da ONG Instituto Arapyaú e da Google.org para manter pesquisas e processamento de dados.

Essas evidências apontam que a floresta foi manejada ao longo de milênios, com impactos diretos no solo e na organização do território. A preservação legal de sítios arqueológicos também é fortalecida pela legislação brasileira.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais