- Cientistas da Universidade Católica de Lovaina desenvolveram uma técnica que usa células estaminais da gordura do próprio paciente para criar uma pasta moldável capaz de regenerar ossos danificados.
- O método foi testado em onze pacientes com degeneração de discos vertebrais, tumores e condições que dificultavam a regeneração óssea, incluindo a síndrome de Blackfan-Diamond, com regeneração total observada.
- O coordenador do projeto, Denis Dufrane, afirmou que a gordura contém cerca de 500 vezes mais células estaminais que a medula óssea e que elas podem se transformar em osso resistente à falta de oxigênio e de vasos sanguíneos.
- A abordagem elimina o uso da medula espinhal, reduz o risco de rejeição imunológica e pode acelerar tratamentos ortopédicos, oferecendo opções mais rápidas e personalizadas.
A gordura corporal pode transformar o tratamento de fraturas graves e doenças ósseas. Pesquisadores da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, desenvolveram uma técnica que usa células estaminais extraídas da gordura do próprio paciente para criar uma pasta moldável capaz de regenerar os ossos danificados. O método foi aplicado pela primeira vez em pacientes com degeneração dos discos vertebrais e condições que dificultam a regeneração óssea.
A abordagem envolve cultivar células estaminais da gordura até formar uma pasta que é reimplantada na área lesionada. Segundo o coordenador do projeto, Denis Dufrane, a gordura abriga cerca de 500 vezes mais células-tronais que a medula óssea, além de possuir capacidade de se transformar em osso e resistir à falta de oxigênio e de vasos sanguíneos. A motivação inicial foi encontrar soluções menos dolorosas para jovens pacientes com câncer ósseo.
Resultados preliminares, apresentados após 11 casos, indicam regeneração total do osso nas áreas tratadas e ausência de novas fraturas nas regiões juntamente tratadas. Pacientes com tumores, doenças metabólicas raras e degeneração de discos vertebrais foram contemplados na etapa inicial do estudo. O método também indicou melhoria na qualidade de vida, com menor necessidade de internações e cirurgias adicionais.
Pontos-chave do estudo apontam para uma técnica que minimiza riscos de rejeição imunológica, por utilizar tecido do próprio paciente. A equipe destacou a rapidez dos resultados e a possibilidade de tratamentos ortopédicos mais rápidos, seguros e personalizados. A novidade pode indicar um caminho significativo para aplicações futuras em câncer ósseo e regeneraçõ de tecidos.
Detalhes da pesquisa
- Quem está envolvido: grupo de cientistas da Universidade Católica de Lovaina, liderado por Denis Dufrane.
- Quando: divulgação dos resultados ocorreu recentemente, em 2026.
- Onde: Lovaina, Bélgica.
- Por que importa: a técnica sugere regeneração óssea eficiente com uso de células da gordura do próprio paciente, potencialmente reduzindo dor, tempo de recuperação e riscos de rejeição.
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