- Brasil tem dez supercomputadores na TOP500, com a Petrobras respondendo por seis dos sistemas e o Harpia, da estatal, em 37ª posição; máquinas apoiam exploração e produção de petróleo e gás.
- O parque nacional soma 143 petaflops, equivalente a cerca de 700 mil notebooks.
- O governo federal quer chegar a onze HPCs, com um novo sistema dedicado a inteligência artificial, com orçamento de cerca de R$ 2 bilhões e implantação prevista para 2027.
- A ideia é que a nova máquina fique entre as mais bem ranqueadas do mundo e possa ser utilizada por universidades, institutos de pesquisa e startups.
- O líder atual da TOP500 é LineShine, da China; o ranking também inclui Estados Unidos, Itália, Japão e Suíça, entre outros.
O Brasil possui 10 supercomputadores na sua lista TOP500, com 143 petaflops instalados no parque de HPCs. A capacidade equivale a cerca de 700 mil notebooks em uso conjunto, segundo estimativas. O país ocupa a 16ª posição global no ranking.
Os equipamentos brasileiros são, em sua maioria, de uso institucional, com a Petrobras respondendo por 6 dos 10 sistemas nacionais. O Harpia, também da estatal, figura entre os mais bem posicionados, na 37ª colocação.
Quem usa
A Petrobras concentra o maior conjunto de máquinas no Brasil, principalmente para exploração e produção de petróleo e gás. Elas processam dados geológicos, geram imagens do subsolo e simulam reservatórios para orientar decisões de implementação.
Instituições como LNCC, SiDi e MBZ também abrigam HPCs, ampliando o acesso à pesquisa nacional. Esses sistemas são compartilhados entre universidades, institutos de pesquisa e, em alguns casos, startups.
Quando e onde está a expansão
O governo federal planeja ampliar a capacidade com um novo supercomputador voltado à inteligência artificial. O projeto, anunciado em 2024, tem orçamento estimado em ~R$ 2 bilhões e previsão de implantação em 2027.
A definição de local e responsável pela operação ainda não ocorreu. Estudos técnicos e administrativos avaliam energia, conectividade, infraestrutura, refrigeração e sustentabilidade.
Objetivo e modelo de uso
A máquina visa superar o Santos Dumont, do LNCC, ao integrar o uso compartilhado entre instituições de ciência e tecnologia. O modelo pode permitir aluguel por startups envolvidas em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial) orienta o projeto, que está estruturando condições de operação, recursos e governança para entrar no ranking entre as maiores do mundo.
Contexto global
O Top 10 mundial segue dominado por OS da China, Estados Unidos, Japão e Europa. A liderança atual, LineShine, está na China. A distância para o líder continua elevada, mesmo com avanços significativos no Brasil.
Experiência internacional mostra que a infraestrutura de HPC é crucial para pesquisas avançadas, clima, energia, biomedicina e IA, com impactos econômicos e estratégicos relevantes.
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