- Em 2025, a qualidade do ar na Europa mostrou melhoria contínua, com quedas anuais de 3% a 5% nas emissões de SOx e NOx desde 2015, sobretudo na indústria e no transporte rodoviário.
- Na indústria, as emissões de SOx caíram 59% e as de NOx, 39%; no transporte rodoviário, NOx reduziu 40% e PM2.5, 34%.
- Mesmo com as quedas, condições meteorológicas extremas e fontes remanescentes levaram a episódios de poluição acima dos limites, ao longo de 2025.
- 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado na Europa, o que favoreceu a formação de ozônio no verão e aumentou o risco e a intensidade de incêndios florestais.
- Incêndios em Portugal e Espanha entre 11 e 19 de agosto elevaram significativamente PM2,5 e ozônio; also houve intrusão de poeira do Saara em março, aumentando o PM10.
A qualidade do ar na Europa melhora de forma consistente, graças a políticas ambientais, tecnologia mais limpa e fábricas e transportes com emissões reduzidas. No entanto, eventos climáticos extremos estão tornando os episódios de má qualidade do ar mais frequentes.
O relatório anual de 2025 do Copernicus Atmosphere Monitoring Service mostra redução de emissões de SOx e NOx na UE desde 2015, com quedas entre 3% e 5% ao ano. Avanços ocorreram principalmente na indústria e no transporte rodoviário.
A diferença entre crescimento econômico e poluição começa a surgir, segundo pesquisadores. Em 2025, a temperatura elevada favoreceu ozônio de verão, enquanto secas prolongadas aumentaram incêndios florestais e particulados.
Clima extremo altera o cenário da poluição
O estudo aponta que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado na Europa. As condições climáticas elevam os níveis de ozônio e de partículas, ampliando episódios de poluição, mesmo com emissões em queda.
Incêndios de agosto em Portugal e Espanha contribuíram para alguns dos dias mais severos do ano. A fumaça elevou PM2,5 e também aumentou o ozônio em regiões atingidas.
A Polícia atmosférica do relatório também reforça que o transporte de poeira do Saara elevou PM10 no sul, oeste e centro europeu, reforçando a necessidade de considerar fontes naturais e humanas na avaliação da poluição.
Para os especialistas, a trajetória de melhoria continua, mas a intensificação de eventos climáticos extremos exige políticas de redução de emissões aliadas a medidas de adaptação às mudanças do clima.
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