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Robô humanoide mostra desempenho sólido como estagiário de escritório

Robo humanoide treinado em simulação opera autonomamente com IA mestra e aprendizado por reforço, sinalizando avanço com potencial de impacto na mão de obra de escritório

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  • A Flexion Robotics, startup suíça de ex-pesquisadores da Nvidia, treinou andróides para realizar tarefas complexas usando simulação e um algoritmo de IA mestre que decide como aplicar habilidades aprendidas.
  • Em vídeos, um andróide modificado opera de forma autônoma após receber instruções como buscar um pacote, subir por escadas, usar o elevador e guardar itens na bancada.
  • O método da empresa combina aprendizado por reforço (reinforcement learning) em várias camadas, desde simulação até o controle dos motores do robô.
  • Executivos da indústria dizem que o segredo não é o robô em si, mas os modelos de IA que o sustentam; estimativas apontam que o mercado de modelos de base para robôs pode chegar a 150 bilhões de dólares até 2036.
  • A Flexion está trabalhando com várias parceiras e afirma que o software funciona com diferentes formatos de andróides, destacando a importância da cooperação com fabricantes de hardware para competir no mercado.

A startup suíça Flexion Robotics apresenta uma abordagem para treinar robôs humanoides a desempenhar tarefas de escritório com autonomia. A empresa, criada por ex-funcionários da Nvidia, utiliza simulações avançadas para ensinar habilidades simples que compõem tarefas complexas. O objetivo é que robôs executem atividades como abrir portas, subir escadas e transportar caixas dentro de ambientes de trabalho.

A proposta combina diferentes sistemas de IA. Um modelo principal analisa vídeos de humanos executando diversas ações e associa as habilidades aprendidas em simulação às tarefas reais. O motor do robô é controlado por essa IA, que também gerencia o equilíbrio e o movimento dos membros.

A demonstração mostra um robô humanoide modificado operando de forma autônoma após receber uma instrução: localizar um pacote, subir pela escada, usar o elevador, desembalar e organizar itens. Vídeos publicados pela companhia ilustram o funcionamento.

Nikita Rudin, CEO e cofundador da Flexion, afirma que o segredo está no reforço de aprendizagem, que treina os sistemas por meio de tentativas e erros. Cada camada da solução — modelo principal, simulação e controle — utiliza essa abordagem.

A visão de mercado sobre robôs humanoides tem ganhado atenção de líderes de tecnologia, que associam potencial de impacto econômico ao aumento da eficiência e à substituição de parte da mão de obra humana. Estimativas indicam um mercado de modelos base para robótica avaliado próximo de 150 bilhões de dólares até 2036.

Rudin ressalta que a Flexion trabalha com várias empresas de robótica e que a solução funciona com diferentes formatos de humanoides. A cooperação entre fabricantes de hardware pode ampliar o valor comercial do software.

Especialistas destacam que o sucesso depende de avanços em IA e de colaboração estreita com fabricantes. Sem a capacidade de programar humanoides de forma similar à demonstrada, o mercado fica limitado, dizem analistas. A competitividade no setor é apontada como um obstáculo relevante.

Como funciona a técnica principal

  • O modelo mestre interpreta ações humanas para guiar as tarefas do robô.
  • A simulação treina habilidades que, depois, são aplicadas no mundo real.
  • O controle motor gerencia movimento, caminhada e equilíbrio.

Perspectivas de implementação

  • Parcerias com fabricantes de hardware são consideradas essenciais.
  • A aplicabilidade em contextos diversos pode ampliar o alcance comercial.
  • O ritmo de avanço depende do aperfeiçoamento de sistemas de reforço de aprendizagem.

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