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Célula criada em laboratório mostra características de ser vivo intrigando

SpudCell, célula sintética capaz de alimentar, crescer e competir, não publicada em revista com revisão por pares, gera debate sobre validação científica

O desenvolvimento dessas novas células ainda não chegou à perfeição (Orion Venero/Adamala Lab/Reprodução)
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  • Pesquisadores liderados por a bióloga Kate Adamala criaram as SpudCells, células sintéticas capazes de se alimentar, crescer, se reproduzir e competir em ambiente controlado.
  • As SpudCells são construídas com lipossomas e um interior contendo apenas trinta e seis genes, além de ATP para fornecer energia.
  • A replicação ocorre quando a membrana se rompe sob pressão, formando duas novas células com material genético; a competição surge ao introduzir mutantes com “mais fome” no ambiente.
  • A equipe reconhece que as SpudCells não representam vida completa e que ainda não produzem seus próprios ribossomos; há dúvidas sobre o que caracteriza vida.
  • O estudo não foi publicado em revista científica; houve divulgação em veículos de imprensa e no bioRxiv, após rejeição inicial pela revista Cell, e a organização Biotic foi criada para promover avanços seguros em biotecnologia.

A equipe de genética liderada pela bióloga Kate Adamala, da Universidade de Minnesota, afirma ter criado a primeira célula sintética capaz de se alimentar, crescer e se reproduzir em condições controladas. O anúncio envolve o uso de lipossomas e apenas 36 genes no interior dessas estruturas.

Os pesquisadores descrevem que a SpudCell pode se alimentar por meio de lipossomos menores que se conectam à membrana celular via uma proteína produzida pela própria célula. A reprodução ocorre quando a membrana se rompe e gera duas novas células com material genético.

A pesquisa não foi publicada em revista científica ainda. O grupo divulgou o manuscrito de 190 páginas a veículos de imprensa e ao bioRxiv, após ter pedido publicação a uma revista acadêmica que não aceitou o trabalho.

Contexto da descoberta

A SpudCell representa um avanço, segundo os autores, frente a estudos anteriores que apenas simulavam funções isoladas da vida celular.

Debate científico e publicações

Especialistas destacam a ausência de publicação formal ainda, o que provoca cautela sobre a definição de vida usada pelos autores. A líder do estudo reforça que viver não é uma linha nítida.

Reação da comunidade e desdobramentos

A divulgação ocorreu com cobertura de veículos como The Guardian, New York Times e Science, gerando debate sobre ética e impactos da biotecnologia. O grupo planeja submeter o trabalho a outra revista em breve.

Biotic: organização ligada ao desenvolvimento

A Biotic, organização sem fins lucrativos, foi criada por pesquisadores do SpudCell para promover células sintéticas funcionais e orientar aplicações da biotecnologia, buscando benefícios para sociedade e meio ambiente.

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