- A Organização Meteorológica Mundial informou que o El Niño já se formou no Pacífico e deve ganhar força até setembro.
- Projeções apontam aquecimento significativo das águas do Pacífico equatorial, com temperatura de superfície acima da média em alguns pontos.
- Os modelos apresentam resultados similares, o que aumenta a confiança de que o episódio será classificado como forte.
- A tendência é de intensificação no segundo semestre, com pico entre novembro e fevereiro.
- O fenômeno eleva as chances de secas, chuvas intensas e ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.
O El Niño já se formou no Pacífico equatorial e deve ganhar força rapidamente até setembro, elevando o risco de eventos climáticos extremos. O alerta é da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O fenômeno tende a se intensificar ao longo do segundo semestre.
Segundo a OMM, as projeções indicam aquecimento expressivo das águas da região. Em áreas monitoradas, a temperatura da superfície do mar pode ficar mais de 2°C acima da média, aumentando a variabilidade climática global.
A ideia é que o El Niño atinja o seu pico entre novembro e fevereiro, com impactos variados conforme a região. A confirmação de um episódio forte reúne consistência entre diferentes modelos usados pela organização.
Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, afirmou que o El Niño está em curso e tende a se fortalecer rapidamente, configurando-se como um evento de maior intensidade. O fenômeno eleva a chance de secas, chuvas intensas e ondas de calor.
Imagens de satélite ilustram a situação, com variações no nível do mar. Em junho de 2026, áreas em vermelho indicam águas mais altas no Pacífico, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño.
Evolução e impactos previstos
A intensidade crescente do El Niño aumenta a probabilidade de extremos hidrometeorológicos em várias regiões do mundo. Secas podem ocorrer em áreas já vulneráveis, enquanto algumas regiões africanas, asiáticas e do Pacífico enfrentam chuvas intensas.
A evolução do fenômeno depende do comportamento de diferentes componentes climáticos e de medições contínuas por boias, robôs submersos e satélites. A comunidade científica acompanha ajustes nas previsões ao longo dos próximos meses.
Especialistas recomendam monitoramento contínuo de indicadores como temperatura da superfície do mar e padrões de vento. As autoridades locais devem considerar planos de gestão de riscos para desastres climáticos.
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